Libertando O Sagrado Feminino O Mundo Se Torna Livre

Opa, Sagrado Feminino, o que vem a ser, afinal? É a verdadeira essência do feminino, muito além do seu estereótipo fabricado pela sociedade patriarcal e machista. Todos nós, homens e mulheres, somos femininos e masculinos na nossa psique. Porém, o Sagrado Feminino é muito mais ancestral, é ancestralidade de alma. A mulher, no conceito do Sagrado Feminino, ocupa um papel de destaque – sagrado e profano – na sociedade humana. Somente ela tem o dom de gerar e dar à luz a um novo ser. Isso é divino. Mas ela também tem o dom de iniciar o homem nos mistérios do sexo, muito além da sua mente ansiosa e imediatista. O homem comum, no momento do sexo, está ansioso pela penetração e, logo a seguir, pela ejaculação.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Mas o homem, que desce da sua arrogância machista e se deixa iniciar pela mulher, aprende as verdadeiras delícias do sexo. Assim, a meta fica em segundo plano, o que ele quer curtir mesmo, é a viagem. Não há melhor tratamento para ejaculação precoce do que deixar-se contaminar pelo Sagrado Feminino. As carícias, os toques, mãos que tocam e agarram com sutileza, amor, afeto, e também com pegada selvagem. O equilíbrio entre a força e a sutileza, entre o masculino e o feminino, deslizando pelos corpos que expressam o seu tesão, a sua vitalidade; estado de alerta, consciência da respiração e de todas as sensações e sentimentos possíveis. Isto é Sagrado Feminino.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O Feminino estereotipado oscila entre o papel da mulher submissa aos desejos e vontades do macho e o papel da mulher que se tornou masculinizada só para conquistar os mesmos direitos civis do homem. Ambos os papéis são fortalecedores do machismo. Vamos refletir juntos sobre a sexualidade feminina. E também masculina, porque uma não existe sem a outra. A sociedade tem uma visão muito deturpada sobre amor e sexo. Usando dogmas morais e religiosos obrigaram as pessoas a serem propriedade umas das outras nos relacionamentos. Vejamos o modelo convencional de relacionamento: duas pessoas se apaixonam (heterossexuais), se casam perante a justiça e a igreja, e juram fidelidade para sempre. Ora, isso já constitui uma violência contra os hormônios sexuais, contra a biologia, contra a inteligência do instinto e, por conseguinte, contra o Feminino Sagrado Ancestral e Selvagem.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Sim, porque o Feminino Sagrado, antes de mais nada, é selvagem. Tanto que para ilustrá-lo há muitas deusas selvagens, como por exemplo: Kali e Lilith, e demais deusas dos reinos e elementos da natureza das mitologias de todos os povos. Terá o selvagem realmente a conotação “selvagem” que damos para eles? Certamente que não, pois eles são, em muitos aspectos, muito mais civilizados e humanos do que nós. As culturas precisam ser libertadoras e não castradoras da nossa liberdade natural, divina e cósmica. Não é isso o que se verifica no nosso mundo civilizado. Devemos regredir e voltarmos a viver como selvagens? Não, é claro que não, mas podemos muito bem aprender – ou reaprender – com eles, com os povos originários, a nos harmonizarmos novamente com os ciclos femininos da mãe Natureza.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Em nossa arrogância intelectual nos vemos separados da natureza e, por conseguinte, precisamos dominá-la. “Santa” ignorância! Este comportamento nada mais é do que dar um tiro no próprio pé. No meu ponto de vista quem colaborou muito para nos distanciarmos da natureza – e de nós mesmos – foi a Santa Madre Igreja, que de santa não tem nada. A estratégia usada foi distanciar as pessoas da sua própria energia sexual. Assim, a nossa energia sexual, que é natureza pura, instinto puro, foi pervertida em sexualidade doentia. Transformaram a mulher (a Sacerdotisa iniciadora nos mistérios do sexo e do amor) em prisioneira e objeto sexual do homem. Quando uma massa crítica de mulheres se libertarem desse jugo milenar, libertarão a sua própria energia sexual, retornarão ao seu estado original de putas sagradas, serão novamente caçadoras… O mundo, então, se tornará livre.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O poliamor está aí, batendo na bunda… Ninguém é dono de ninguém. Podemos amar uma pessoa, duas pessoas, ou até mais… E podemos nos relacionar sexualmente com mais pessoas. Por que não? Afinal, o sexo não é uma brincadeira biológica? Desde que haja consenso entre as partes, atração e tesão, está valendo… para todas as identidades de gênero e orientações sexuais. Todos somos putos e putas sagrados. Assim, a traição e a infidelidade são eliminados naturalmente. A pluralidade de experiências sexuais e amorosas é enriquecedora para todas as pessoas. Desde que haja abertura, honestidade e autenticidade. Se torna doentia quando é feita às escondidas, reprimida por regras morais e religiosas… Esta é a razão de todas as perversões sexuais. O poliamor e os relacionamentos abertos são promíscuos? Posso dizer, com experiência própria, que não. Quanto mais liberdade se tem para os relacionamentos, mais nos tornamos seletivos, e essa seleção não vem da mente/ego, é algo natural, proveniente do tesão, do coração e da consciência.

Joel Munhoz (Olói)

O Sexo É Um Caminho Espiritual, Vale A Pena Percorrê-Lo

A energia sexual é a energia mais poderosa que temos neste plano terreno. Ela é a responsável pelo prazer de estarmos vivos, aqui e agora. A Vida dá continuidade a si mesma através do sexo. O amor físico é sexo. O tesão de viver, conquistar, criar, procriar, cultivar, construir, etc., é sexo. Alguém poderá dizer: mas e o espírito, a energia espiritual, não é a mais importante? Sim, com certeza. Mas, para o tantra, energia sexual e espiritual são a mesma energia. Assim não há briga para ver quem é a mais importante, não é mesmo? Energia vital é a mesma em todos os reinos e dimensões, apenas ela se manifesta em diferentes frequências de vibração ou em diferentes oitavas do teclado cósmico. O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo.

O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo

A energia sexual vivenciada pelas pessoas é a sexualidade. Cada um tem a sua. Cada pessoa é uma identidade de gênero no âmbito da sexualidade, não há ninguém igual. O tantra trabalha a libertação da sexualidade compulsória para que você vivencie a sua energia sexual de uma maneira livre. Ser liberto da sexualidade não significa que você se torne um abstêmio sexual, significa que você vivencia a sua energia sexual sem ser dela um escravo. Afinal, o sexo é bom, mas não é tudo. Há tantas outras coisas maravilhosas na vida para serem curtidas e desfrutadas. Mas, para descobrir isso é necessário ir fundo no sexo. Vivenciar com consciência, vivenciar o prazer não só pelo prazer, mas com a intenção de aprender, de se conhecer a fundo.

O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo

Assim, chegará um momento em que você se cansará do sexo. Aí é o momento da libertação, de respirar acima do sexo. Mas enquanto o apelo sexual estiver forte é preciso navegar e mergulhar nele, porque se você tentar se abster haverá repressão. O tantra é o caminho da libertação, da iluminação, que precisa ser trilhado passo a passo. Cada passo tem a sua própria alegria e tristeza… e beleza. Sim, beleza… podemos vê-la e senti-la tanto na alegria como na tristeza. Basta aceitarmos totalmente, tanto uma quanto outra. A lei do três ou do triângulo exemplifica bem isso. Há um tempo para fazer sexo (1) e há um tempo para se abster do sexo (2). Tanto o fazer quanto o não fazer devem ser feitos com muita consciência, muita presença.

O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo
Tantra arcano Rei de Espadas: a “segurança” do sexo machista idealizado pela cultura patriarcal.

Assim, após o fazer e o não fazer surgirá um terceiro elemento (3) que independe da tua vontade. Você será jogado (a) num vácuo de transcendência (pequena iluminação). É nesta terceira ponta do triângulo que acontece a lucidez, a clareza, a percepção, a libertação, o divino… O fazer e o se abster (dualidade) são importantes para que você seja jogado (a) além da dualidade. Esse é o passo a passo de que falei anteriormente. A libertação é gradativa, a iluminação é gradativa, assim como uma jornada cumprida é o resultado de todos os passos que foram dados para concretizá-la.

Joel Munhoz (Elóy)

Muita Informação Regras E Neurose Em Cima Do Sexo

Troca de fluidos nas relações sexuais. Ás De Espadas na casa 7 (Libra) com o tantra arcano 11 A Força no elemento Ar. Entrando terra adentro, rasgando a terra, abrindo sulcos, túneis e canais. É essa a imagem que me vem no momento sobre o Ás de Espadas na casa 7. É uma ação enérgica de uma mente afiada. O intelecto no seu mais alto grau. Naipe de Espadas é ar, mente, razão, intelecto. Casa 7 (Libra) idem. Muito ar, muita razão. Casa 7, entre outras coisas, é a casa do outro. A minha relação com o outro ou outros. É a casa do casamento, dos contratos, dos clientes, dos relacionamentos por compromisso. Tantra arcano 11 A Força, entre outras coisas, é a energia animal, a inteligência do instinto, a libido, a luxúria, o tesão, o sexo… A harmonia entre o humano e a natureza. Nesta jogada A Força saiu também no elemento Ar.

É muito Ar. Pelo menos vamos respirar bastante. E como se respira numa relação sexual! Você já se deu conta do seu ritmo respiratório durante a transa? Normalmente as pessoas não se percebem enquanto estão transando, não se observam, não ficam conscientes de si mesmos. O fato é que durante o maithuna há uma produção enorme de energia. E quanto dessa energia nós aproveitamos para ativar os chakras, para nos tornar mais conscientes, mais vigorosos, mais saudáveis, mais inteligentes? Quase nada. Na maioria das vezes transamos somente para aliviar a tensão, isto é, para jogarmos energia vital fora.

E quanta neurose está envolvida com o sexo! Jogamos todo o conteúdo – consciente e inconsciente – da nossa mente em cima do sexo. Temos muita informação a respeito nos dias de hoje? É claro, muito mais do que em tempos idos… Mas, informação em demasia é tão nociva quanto a falta dela. Há que se ter uma consciência desenvolvida para poder filtrar as informações verdadeiras das falsas. Acontece que o ego adora regras. Para o ego, tudo o que tem regras transpira seriedade.

Troca de fluidos nas relações sexuais inventaram um montão de regras pseudo esotéricas pseudo tântricas

Troca de fluidos nas relações sexuais riscos regras pseudo tântricasAbordemos algo que volta e meia circula pela internet: os perigos e riscos da troca de fluidos numa relação sexual. É certo que as pessoas trocam, não só fluidos corporais, como também fluidos energéticos entre si enquanto transam. Em cima disso inventaram um montão de regras pseudo esotéricas, pseudo espirituais, pseudo tântricas. São tantas as regras que praticamente se torna impossível encontrar-se um (a) parceiro (a) à altura para se relacionar sexual e amorosamente. O fato é, para encurtarmos a conversa e irmos direto ao ponto: O sexo é muito mais uma questão de tesão (biologia) e de coração (afeto, amor) do que um assunto da mente. Aqui precisamos abrir um parênteses para tentarmos compreender o sexo mental. Nossa sociedade está muito mais ligada ao sexo mental do que ao sexo biológico e ao sexo afetivo. A repressão do sexo natural criou o sexo artificial. Sexo natural é corpo, biologia, tesão. Sexo artificial é mente, fantasias, neuroses, patologias. Acontece que, na prática, essas duas formas de sexo estão juntas, misturadas. A gente separa para melhor entender intelectualmente, porém, elas estão juntas no dia a dia. Sexo natural e artificial estão juntos. Um entra no outro e o outro entra no um. Assim, como perceber o que é um e o que é outro? Não há outra forma a não ser pela experiência.

Se você não transa fisicamente, mentalmente você está transando com muita gente. Se o corpo é a mente sólida, a mente é o corpo sutil. Então de nada adianta você ficar se cuidando: Ah, com esse (a) não posso transar porque não se encaixa nas regras de um sexo saudável; ou porque vai vampirizar as minhas energias, vai contaminar meu campo áurico… Sim, tudo isso é possível de acontecer, inclusive uma DST (doença sexualmente transmissível), mas ficar se cuidando o tempo inteiro não irá resolver nada, apenas irá potencializar as tuas neuroses.

Troca de fluidos nas relações sexuais para o sexo segue o teu tesão para o amor segue o teu coração

Troca de fluidos nas relações sexuais riscos regras pseudo tântricasHá os que advogam que o sexo para ser saudável tem que ter amor. Puxa, aí reduzimos ainda mais os praticantes do sexo saudável porque (honestamente) o que é de fato amor? São os relacionamentos convencionais (casamentos e afins) onde um depende do outro para ser feliz? Na minha opinião o amor é o amplo espectro de toda a vida. Se manifesta e vibra nos elétrons dos átomos, nas moléculas, nas células, na folha de grama, nas florestas, no acasalamento animal, etc., etc., etc., até chegar nos relacionamentos humanos de todos os tipos. Mas não para por aí. Continua além, até chegar ao amor universal de que tanto nos falam todos os mestres iluminados.

Resumindo, senão o texto ficará muito longo: Para o sexo, segue o teu tesão! Para o amor, segue o teu coração! Lembrando que o tesão tem que ter coração, e o coração tem que ter tesão, senão tudo vira só confusão. Você já pensou naqueles casais que não se abrem um para o outro, que são uma incógnita um para o outro no que se refere a sexualidade e sentimentos – não importando quanto tempo estejam juntos – já pensou quanta poluição energética é liberada de um para o outro no momento da transa?

Não estou defendendo aqui o sexo superficial nem a promiscuidade. Estou defendendo a consciência no sexo. A consciência é o ingrediente básico que está faltando na vida humana. Sobra mandamentos e falta consciência. E não há outra forma de se despertar a consciência que não seja através da experiência. Se disponha à experiência. Saiba por você mesmo e não por ouvir falar. A pessoa te despertou o tesão, mexeu com o teu coração? Há reciprocidade? Assim, mergulha na experiência! Mergulha, mas não esqueça de voltar à superfície, de quando em quando, para respirar. Sente e observa! Sente e observa! Observar não é julgar, analisar ou criticar. Observar é uma atitude neutra. Observar é uma atitude científica. Você está dentro e está fora ao mesmo tempo. Isso é meditação. Isso é aprendizado. Isso é autoconhecimento. O sexo é uma energia fantástica e o caminho espiritual mais natural que existe. Vamos jogar fora essa oportunidade?

Joel Munhoz Tarô Tântrico