Precisamos De Um Bom Banho No Sentido Psicoemocional

A água flui, a água rola, a água voa… Opa, a água voa?? Às vezes sim… Quando ela salta como um chafariz do centro da terra, no fenômeno conhecido como gêiser… Ela também voa quando é aquecida pelos raios ou calor do sol. Se torna vapor e sobe, sobe… até formar as nuvens que caem sobre a terra numa benfazeja chuva; ou também numa malfazeja chuva, numa chuvarada, com trovoadas, raios, ventos terríveis, inundações, que levam tudo por diante, porém lavando a alma da Terra. Assim como a mãe Terra precisa ser lavada pela chuva, nós também precisamos de um bom banho, não somente no sentido físico, mas também no sentido psicoemocional.

Precisamos de um bom banho no sentido psicoemocional

A água flui, para a frente e para baixo. A ambição da água não é subir, e sim descer… Ela vai preenchendo todos os furos, buracos, valetas, canais, etc. Nos oceanos atinge quilômetros de profundidade. É um elemento denso e feminino. Se adapta a todas as formas e recipientes sem nunca perder a sua essência. A água contorna os obstáculos e vai levando tudo por diante. Quem pode com a sua força? O nosso corpo é constituído de aproximadamente 70% de água. A superfície da Terra também é composta de cerca de 70% de água. Somos água na nossa maior parte física. Então por que não sermos também majoritariamente água na nossa parte psicológica? Emoções são água fluindo. Sensibilidade é água fluindo. Intuição é água fluindo.

No naipe de Copas do Tarô temos todos os conhecimentos, ensinamentos e técnicas de meditação que nos possibilitam um bom banho de emoções. As emoções precisam ser renovadas. Não podemos ficar sempre no mesmo círculo de emoções a vida inteira. Tem pessoas que se cuidam, se controlam, não deixam as emoções aflorarem nas suas vidas. Viver dessa forma é viver sujo. É fugir do banho das emoções. Se não tomamos banho físico, com água física, nosso corpo se torna sujo e anti-higiênico. Da mesma forma, se não tomamos banho emocional, nosso corpo emocional se torna sujo e exala um mau cheiro que pode ser captado pelo nosso olfato psíquico. Isso faz mal para nós mesmos e para as outras pessoas que convivem conosco.

A sociedade (sistema, matrix) não quer que a água flua nas nossas vidas. É por isso que somos recomendados a dominar ou controlar as nossas emoções. Aqui precisamos fazer uma diferenciação entre emoções e sentimentos. Emoções são algo natural à vida, e da vida. Sentimentos são emoções racionalizadas, ou seja, dominadas ou controladas para se adaptarem ao modelo ou normas de conduta de uma determinada cultura ou grupo social. Exemplo: ficamos tristes com alguém ou com algo desagradável que nos aconteceu. Mas não nos permitimos experienciar a tristeza porque fomos educados a estarmos sempre pra cima, alto astral, a cultivarmos somente pensamentos e sentimentos positivos e tal… Assim, sufocamos a nossa tristeza e nos forçamos a uma alegria forçada e, principalmente para os outros, temos que manter a nossa autoimagem de pessoas positivas.

Quando reprimimos uma emoção negativa porque ela não é política ou socialmente correta, a estamos racionalizando, isto é, colocando-a dentro dos estreitos limites da nossa mente/ego condicionada. Daí surgem os sentimentos que podem descambar para o sentimentalismo quando são potencializados. Normalmente as pessoas que racionalizam as sua emoções são elogiadas por serem equilibradas. Como não temos espaço na sociedade para expressarmos as nossas emoções livremente é importantíssimo que façamos meditações dinâmicas ou ativas que visam justamente a autoexpressão de emoções e sentimentos. Assim, antes de sermos possuídos pelos sentimentos ou emoções racionalizadas, num espaço seguro onde estamos a sós, deixamos vir livremente as emoções e sentimentos que sufocamos dentro de nós.

É bom termos esse espaço e tempo para a catarse das emoções para não sairmos por aí agredindo e magoando os outros e, portanto, arrumando confusão. Sozinho (a) no teu quarto, com uma música adequada, solta a raiva, o ódio, o medo, o rancor, a mágoa, o ressentimento, a tristeza, etc. Deixa vir à tona, à consciência, todos os sentimentos e emoções trancados nas masmorras do inconsciente. O oculto que é trazido à luz deixa de ser oculto. O animal trancado a 7 chaves nas masmorras do inconsciente pode nos atacar a qualquer momento, no nosso menor descuido. O animal quando é trazido à superfície se torna nosso amigo e podemos contar com a sua força quando dela precisarmos.