A Vida É Uma Pura Puta Abundância

A vida é abundância pura. Que nome gostoso este, né… a-bunda-ncia! Delícia pura, quem não gosta? Pois é, podemos nascer num ambiente miserável, num ambiente pobre, num ambiente remediado, num ambiente rico… porém, independente de qual seja esse ambiente, a Vida, na sua manifestação na natureza, é pura abundância. É uma puta abundância. Olha para a mãe Natureza. Tudo abunda. Se o terreno é fértil, tudo o que se planta dá… em abundância. As matas e florestas são majestosas; uma árvore, ao longo da sua puta vida longa abundante, desperdiça trilhões de sementes para vingar somente algumas dessas sementes abundantes. Sim, a grande maioria das sementes é decomposta no solo, somente algumas conseguem germinar e se tornar outras árvores. Mas mesmo essas poucas plantas que se tornam árvores já são sinônimo de uma puta mega abundância.

A vida é uma pura puta abundância

Tudo na natureza á abundante. As pedras, os minérios, as montanhas, os campos, os oceanos, os rios, os vales, até os desertos são abundantes… Há abundância na superfície, no subsolo e nos ares. A abundância deita e rola na flora e na fauna terrestres. Todos os reinos da natureza manifestam a abundância: mineral, vegetal, animal e hominal. Opa, tem um reino desses aí que deu um jeito de sabotar a abundância natural. É o tal do reino hominal. O homem, que se gaba de ser o único animal racional, sabotou a abundância natural. E o tal homem é muito fixado em bunda. Interessante, né… Será que é uma compensação por ter reprimido a a-bunda-ncia da mãe e mulher Natureza? A Deusa criou o homem, e o homem criou o sistema econômico ou financeiro.

A vida é uma pura puta abundância

Criou até um curso superior que se chama Economia. O nome já diz tudo: economia. Em outras palavras, contenção, restrição, limitação, controle, racionamento, redução, escassez… O que a natureza esbanja, o tal do sistema financeiro baseado na economia, restringe. A vida no planeta Terra é riqueza pura, mas o sistema econômico internacional transformou a maioria da população humana em pessoas pobres. Somos educados, desde pequeninos, a poupar, a segurar o dinheiro, até porque para ganhá-lo, tem que se ralar muito, tem que se suar muito a camiseta. Esta “educação” é para a maioria da população, é claro, porque para uma minoria privilegiada do topo da pirâmide social, a situação é outra. Os dominadores do mundo, criadores do atual sistema financeiro, podem esbanjar à vontade, pois a grande massa da população está condicionada a trabalhar e a produzir para eles.

A vida é uma pura puta abundância
A Sacerdotisa nos guia na descoberta dos mistérios da abundância da mãe Natureza

A virada de mesa, ou a grande revolução, só pode acontecer dentro de cada um de nós através da verdadeira educação. Vou dar aqui o meu ponto de vista sobre educação. Não sou o dono da verdade, mas é como eu percebo a educação. Independente da sua etimologia, educação, para mim, não é só expansão do intelecto ou cultura, pela aquisição de conhecimentos, mas também mergulhar dentro de si mesmo e perceber o potencial intrínseco do seu ser. Quando conhecemos o nosso potencial, aí então, podemos buscar ferramentas que nos auxiliem a trazê-lo para fora. O tantra arcano 2 A SACERDOTISA fala sobre isto. Ela é o ventre da mãe Existência onde podemos gestar o nosso potencial. É como a gestação materna. Cada um de nós tem o direito e o dever cósmicos de sermos a nossa própria mãe espiritual.

A vida é uma pura puta abundância

Buscar informações fora, pesquisar fora (fora das caixas padronizadas do sistema) é importante, mas também igualmente importante é descobrir a si mesmo no mais recôndito do seu ser. Isso só pode ser feito através da autoinvestigação que é o autoconhecimento pela meditação. A pesquisa interna é como descascar uma cebola. A cada casca tirada, mais próximo tu estás do teu verdadeiro ser. Tu podes ainda não saber quem tu és, de fato mas, a cada casca descascada, tu estás mais perto da tua essência. Se estivermos atentos ao momento presente, podemos perceber que aquilo que é, é… Assim, aquilo que eu eu sou agora é o que eu posso ser agora, e isso é um fato para mim. Quanto mais conhecemos fora e mais nos conhecemos por dentro, mais podemos nos libertar do condicionamento de escassez e mais abrimos as portas do nosso ser à abundância da Vida. Afinal, somos seres divinos em essência e merecemos viver com abundância em todos os sentidos.

Libertando O Sagrado Feminino O Mundo Se Torna Livre

Opa, Sagrado Feminino, o que vem a ser, afinal? É a verdadeira essência do feminino, muito além do seu estereótipo fabricado pela sociedade patriarcal e machista. Todos nós, homens e mulheres, somos femininos e masculinos na nossa psique. Porém, o Sagrado Feminino é muito mais ancestral, é ancestralidade de alma. A mulher, no conceito do Sagrado Feminino, ocupa um papel de destaque – sagrado e profano – na sociedade humana. Somente ela tem o dom de gerar e dar à luz a um novo ser. Isso é divino. Mas ela também tem o dom de iniciar o homem nos mistérios do sexo, muito além da sua mente ansiosa e imediatista. O homem comum, no momento do sexo, está ansioso pela penetração e, logo a seguir, pela ejaculação.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Mas o homem, que desce da sua arrogância machista e se deixa iniciar pela mulher, aprende as verdadeiras delícias do sexo. Assim, a meta fica em segundo plano, o que ele quer curtir mesmo, é a viagem. Não há melhor tratamento para ejaculação precoce do que deixar-se contaminar pelo Sagrado Feminino. As carícias, os toques, mãos que tocam e agarram com sutileza, amor, afeto, e também com pegada selvagem. O equilíbrio entre a força e a sutileza, entre o masculino e o feminino, deslizando pelos corpos que expressam o seu tesão, a sua vitalidade; estado de alerta, consciência da respiração e de todas as sensações e sentimentos possíveis. Isto é Sagrado Feminino.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O Feminino estereotipado oscila entre o papel da mulher submissa aos desejos e vontades do macho e o papel da mulher que se tornou masculinizada só para conquistar os mesmos direitos civis do homem. Ambos os papéis são fortalecedores do machismo. Vamos refletir juntos sobre a sexualidade feminina. E também masculina, porque uma não existe sem a outra. A sociedade tem uma visão muito deturpada sobre amor e sexo. Usando dogmas morais e religiosos obrigaram as pessoas a serem propriedade umas das outras nos relacionamentos. Vejamos o modelo convencional de relacionamento: duas pessoas se apaixonam (heterossexuais), se casam perante a justiça e a igreja, e juram fidelidade para sempre. Ora, isso já constitui uma violência contra os hormônios sexuais, contra a biologia, contra a inteligência do instinto e, por conseguinte, contra o Feminino Sagrado Ancestral e Selvagem.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Sim, porque o Feminino Sagrado, antes de mais nada, é selvagem. Tanto que para ilustrá-lo há muitas deusas selvagens, como por exemplo: Kali e Lilith, e demais deusas dos reinos e elementos da natureza das mitologias de todos os povos. Terá o selvagem realmente a conotação “selvagem” que damos para eles? Certamente que não, pois eles são, em muitos aspectos, muito mais civilizados e humanos do que nós. As culturas precisam ser libertadoras e não castradoras da nossa liberdade natural, divina e cósmica. Não é isso o que se verifica no nosso mundo civilizado. Devemos regredir e voltarmos a viver como selvagens? Não, é claro que não, mas podemos muito bem aprender – ou reaprender – com eles, com os povos originários, a nos harmonizarmos novamente com os ciclos femininos da mãe Natureza.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Em nossa arrogância intelectual nos vemos separados da natureza e, por conseguinte, precisamos dominá-la. “Santa” ignorância! Este comportamento nada mais é do que dar um tiro no próprio pé. No meu ponto de vista quem colaborou muito para nos distanciarmos da natureza – e de nós mesmos – foi a Santa Madre Igreja, que de santa não tem nada. A estratégia usada foi distanciar as pessoas da sua própria energia sexual. Assim, a nossa energia sexual, que é natureza pura, instinto puro, foi pervertida em sexualidade doentia. Transformaram a mulher (a Sacerdotisa iniciadora nos mistérios do sexo e do amor) em prisioneira e objeto sexual do homem. Quando uma massa crítica de mulheres se libertarem desse jugo milenar, libertarão a sua própria energia sexual, retornarão ao seu estado original de putas sagradas, serão novamente caçadoras… O mundo, então, se tornará livre.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O poliamor está aí, batendo na bunda… Ninguém é dono de ninguém. Podemos amar uma pessoa, duas pessoas, ou até mais… E podemos nos relacionar sexualmente com mais pessoas. Por que não? Afinal, o sexo não é uma brincadeira biológica? Desde que haja consenso entre as partes, atração e tesão, está valendo… para todas as identidades de gênero e orientações sexuais. Todos somos putos e putas sagrados. Assim, a traição e a infidelidade são eliminados naturalmente. A pluralidade de experiências sexuais e amorosas é enriquecedora para todas as pessoas. Desde que haja abertura, honestidade e autenticidade. Se torna doentia quando é feita às escondidas, reprimida por regras morais e religiosas… Esta é a razão de todas as perversões sexuais. O poliamor e os relacionamentos abertos são promíscuos? Posso dizer, com experiência própria, que não. Quanto mais liberdade se tem para os relacionamentos, mais nos tornamos seletivos, e essa seleção não vem da mente/ego, é algo natural, proveniente do tesão, do coração e da consciência.

Joel Munhoz (Olói)