A Vida É Uma Calcinha Enfiada No Traseiro

A Força surgiu e, com ela, a luxúria, a volúpia… A Força é luxuriante, é voluptuosa… A Força saca a energia altamente concentrada que se esconde lá no fundo do ser da criatura e faz com que ela volte novamente a sorrir. Mas, sobre que tipo de força trataremos hoje aqui? A força do tesão, companheiro e companheira! Aliás, existirá alguma força no universo que seja destituída de tesão? Dificilmente… Pela minha própria experiência, impossível… arrisco a dizer. O tesão sexual está na base de tudo. O amor, por exemplo. Ninguém poderá vivenciar as alturas do amor sem nunca ter mergulhado nas profundezas do tesão erótico e sexual.

A vida é movida a tesão, na atração irresistível entre os opostos. O casal Shiva/Shakti está presente em tudo, em todas as reações químicas e alquímicas do universo. Tudo está em constante movimento das forças de atração e repulsão. Achei na internet uma frase que me chamou a atenção. A princípio dei uma boa duma risada. Depois, senti que poderia ter uma profundidade escondida sob tal frase. A dita cuja frase é: “A vida é uma calcinha enfiada no cu.” Substituí pela palavra traseiro no título para evitar problemas com alguns setores… Po, quanta profundidade, você não acha? Bom, vamos tentar nos aprofundar no conceito com a ajuda do tantra arcano11 A FORÇA. Esse tantra arcano mostra a dualidade dos opostos através dos dois números UM (11). No caso aqui, então, fica assim: uma polaridade é a calcinha e a outra polaridade é o cu.

A vida é uma calcinha enfiada no traseiro


A calcinha sente uma atração irresistível pelo cu que, pacientemente, espera pelo momento em que sentirá a maciez da textura do seu tecido roçando-lhe e cobrindo-lhe prazerosamente, com muita afeição e carinho. A vida é um todo de tantas e infinitas coisas que constituem um mosaico universal. Pois então, uma delas é a calcinha e, a outra delas, é o cu. Acaso pensais vós que a calcinha não é algo sagrado? Que o cu não é algo sagrado? Se assim pensais, estais redondamente enganados, pois tudo o que existe é importante e sagrado.


Tanto a mulher santa quanto a mulher pecadora possuem um cu… e usam calcinha. E tem cada santa pecadora, gostosas que só elas… E tem cada pecadora santa, verdadeiras deusas encarnadas na terra… Opa, e os homens, estão fora dessa? Só porque não usam calcinha? Mas os homens adoram uma calcinha; veja bem, calcinha… não calçola. Os homens adoram tirar a calcinha da mulher, enquanto a mulher fica pensando: “ai, que delícia, ele está baixando a minha calcinha…” E quando a mulher está de bruços então… primeiro o homem admira o conjunto mulher/calcinha, depois, vai tirando lentamente (a calcinha), enquanto esfrega delicadamente o rosto na bunda da fêmea, mulher e deusa, para depois, separar-lhe (gentilmente) as nádegas e cheirar e beijar o seu cu.

A vida é uma calcinha enfiada no traseiro


Também temos o nosso lado animal, o nosso lado cachorro que adora cheirar os cus das cadelas. Por isso é importante que os cus estejam sempre limpos e cheirosos. Porém, existem também os homens que adoram usar calcinha. Sim, porque fantasiar com cueca não está com nada, você não acha? Cueca é um artigo grotesco, sem nenhum atrativo. Uma calcinha bem transada, por sua vez, enche os olhos… e também o cu, é claro. Então, tem homem que usa calcinha, de vez em quando. Não que necessariamente ele seja viado. É claro que tem viado que usa calcinha; os travestis, por exemplo; assim como tem viado bem macho que detesta que homem se vista de mulher. Tem de tudo neste mundo. E isto é uma maravilha. Já pensou se tudo fosse a mesma coisa, como querem os comunistas e os religiosos fundamentalistas? Seria uma chatice só. Sem a liberdade de expressão das calcinhas e dos cus a vida não teria nenhuma graça.


No fundo, todos nós somos apaixonados pelo feminino, com calcinha e tudo. Mulheres… homens… de todas as orientações sexuais, somos todos apaixonados por mulheres, por calcinhas e por cus. É uma atração irresistível que, se somos contrariados, já saímos com esta: “ah, vai tomar no teu cu!” O cu e a calcinha fazem parte do imaginário erótico de todos os povos. Tem também o homem machista que adora ver uma gostosa com a calcinha enfiada no cu, mas a mulher dele não pode mostrar-se em público num minúsculo fio dental. E quando vê uma mulher mais velha ou nem tão gostosa assim, com uma minúscula calcinha, acha feio e ridículo. Democracia já! Todas as mulheres têm direito a usarem as suas calcinhas enfiadas no cu e também de tirarem as calcinhas do cu quando bem entenderem porque, afinal, tem um momento em que o cu precisa ficar longe da calcinha para poder respirar mais aliviado. A calcinha enfiada no cu também pode representar um estorvo do qual precisamos nos libertar. Portanto, se for prazeroso, use, abuse e se lambuze; se for um incômodo, livre-se dela o mais rápido possível.

A vida é uma calcinha enfiada no traseiro
Tantra arcano 11 A Força – a mulher e o leão. O tesão sexual, a vitalidade, a resistência, as raízes fincadas na Existência, na Natureza.


Olha que tão bela e profunda mensagem nos trouxe o tantra 11 A FORÇA! Esse tantra nos harmoniza com a energia animal – que nos sustenta – e que é a grande geradora da vida no plano físico, bem como de qualidades como a fé, a coragem, a vitalidade, a resistência, a saúde, a entrega, a vontade, a dança, a alegria, etc. Uma pessoa jamais poderia ter essas virtudes se, antes, não tivesse um cu. O chakra básico (muladhara) se situa na região do períneo, na base da coluna vertebral e também do cu. Além da grande importância fisiológica do cu, como aparelho de saída dos dejetos sólidos do organismo, é digno de destaque a sua importância energética, psíquica e espiritual que nos dá raízes fincadas na existência, que nos sustenta quando as tormentas querem nos arrancar do caminho e que, enfim, sustenta as nossas pernas e os nossos pés porque, sem eles, não vamos a lugar nenhum. Viva as calcinhas e os cus!

Libertando O Sagrado Feminino O Mundo Se Torna Livre

Opa, Sagrado Feminino, o que vem a ser, afinal? É a verdadeira essência do feminino, muito além do seu estereótipo fabricado pela sociedade patriarcal e machista. Todos nós, homens e mulheres, somos femininos e masculinos na nossa psique. Porém, o Sagrado Feminino é muito mais ancestral, é ancestralidade de alma. A mulher, no conceito do Sagrado Feminino, ocupa um papel de destaque – sagrado e profano – na sociedade humana. Somente ela tem o dom de gerar e dar à luz a um novo ser. Isso é divino. Mas ela também tem o dom de iniciar o homem nos mistérios do sexo, muito além da sua mente ansiosa e imediatista. O homem comum, no momento do sexo, está ansioso pela penetração e, logo a seguir, pela ejaculação.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Mas o homem, que desce da sua arrogância machista e se deixa iniciar pela mulher, aprende as verdadeiras delícias do sexo. Assim, a meta fica em segundo plano, o que ele quer curtir mesmo, é a viagem. Não há melhor tratamento para ejaculação precoce do que deixar-se contaminar pelo Sagrado Feminino. As carícias, os toques, mãos que tocam e agarram com sutileza, amor, afeto, e também com pegada selvagem. O equilíbrio entre a força e a sutileza, entre o masculino e o feminino, deslizando pelos corpos que expressam o seu tesão, a sua vitalidade; estado de alerta, consciência da respiração e de todas as sensações e sentimentos possíveis. Isto é Sagrado Feminino.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O Feminino estereotipado oscila entre o papel da mulher submissa aos desejos e vontades do macho e o papel da mulher que se tornou masculinizada só para conquistar os mesmos direitos civis do homem. Ambos os papéis são fortalecedores do machismo. Vamos refletir juntos sobre a sexualidade feminina. E também masculina, porque uma não existe sem a outra. A sociedade tem uma visão muito deturpada sobre amor e sexo. Usando dogmas morais e religiosos obrigaram as pessoas a serem propriedade umas das outras nos relacionamentos. Vejamos o modelo convencional de relacionamento: duas pessoas se apaixonam (heterossexuais), se casam perante a justiça e a igreja, e juram fidelidade para sempre. Ora, isso já constitui uma violência contra os hormônios sexuais, contra a biologia, contra a inteligência do instinto e, por conseguinte, contra o Feminino Sagrado Ancestral e Selvagem.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Sim, porque o Feminino Sagrado, antes de mais nada, é selvagem. Tanto que para ilustrá-lo há muitas deusas selvagens, como por exemplo: Kali e Lilith, e demais deusas dos reinos e elementos da natureza das mitologias de todos os povos. Terá o selvagem realmente a conotação “selvagem” que damos para eles? Certamente que não, pois eles são, em muitos aspectos, muito mais civilizados e humanos do que nós. As culturas precisam ser libertadoras e não castradoras da nossa liberdade natural, divina e cósmica. Não é isso o que se verifica no nosso mundo civilizado. Devemos regredir e voltarmos a viver como selvagens? Não, é claro que não, mas podemos muito bem aprender – ou reaprender – com eles, com os povos originários, a nos harmonizarmos novamente com os ciclos femininos da mãe Natureza.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Em nossa arrogância intelectual nos vemos separados da natureza e, por conseguinte, precisamos dominá-la. “Santa” ignorância! Este comportamento nada mais é do que dar um tiro no próprio pé. No meu ponto de vista quem colaborou muito para nos distanciarmos da natureza – e de nós mesmos – foi a Santa Madre Igreja, que de santa não tem nada. A estratégia usada foi distanciar as pessoas da sua própria energia sexual. Assim, a nossa energia sexual, que é natureza pura, instinto puro, foi pervertida em sexualidade doentia. Transformaram a mulher (a Sacerdotisa iniciadora nos mistérios do sexo e do amor) em prisioneira e objeto sexual do homem. Quando uma massa crítica de mulheres se libertarem desse jugo milenar, libertarão a sua própria energia sexual, retornarão ao seu estado original de putas sagradas, serão novamente caçadoras… O mundo, então, se tornará livre.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O poliamor está aí, batendo na bunda… Ninguém é dono de ninguém. Podemos amar uma pessoa, duas pessoas, ou até mais… E podemos nos relacionar sexualmente com mais pessoas. Por que não? Afinal, o sexo não é uma brincadeira biológica? Desde que haja consenso entre as partes, atração e tesão, está valendo… para todas as identidades de gênero e orientações sexuais. Todos somos putos e putas sagrados. Assim, a traição e a infidelidade são eliminados naturalmente. A pluralidade de experiências sexuais e amorosas é enriquecedora para todas as pessoas. Desde que haja abertura, honestidade e autenticidade. Se torna doentia quando é feita às escondidas, reprimida por regras morais e religiosas… Esta é a razão de todas as perversões sexuais. O poliamor e os relacionamentos abertos são promíscuos? Posso dizer, com experiência própria, que não. Quanto mais liberdade se tem para os relacionamentos, mais nos tornamos seletivos, e essa seleção não vem da mente/ego, é algo natural, proveniente do tesão, do coração e da consciência.

Joel Munhoz (Olói)

A Foda Deveria Correr Solta, O Mundo Seria Melhor

Meditação do tantra arcano Ás de Paus na casa 6 (Virgem)

Ás de Paus é foda, ou melhor, é fodão. É um pauzão pegando fogo. Símbolo fálico, claro. O lingam de Shiva procurando a yoni de Shakti. O sexo é a coisa mais bonita que existe; a sociedade hipócrita o transformou numa coisa feia. A foda deveria correr solta… o mundo seria bem melhor, as pessoas seriam mais felizes e amorosas. Alguém poderia dizer: mas a foda já corre solta. Não, perdão, não corre solta não… As pessoas se despiram mais fisicamente, mas psicologicamente ainda estão presas dos seus tabus e preconceitos. Os homens ainda têm mais liberdade do que as mulheres… As mulheres conquistaram mais espaço, é claro, mas ainda falta muito para se equipararem aos homens no seu direito ao prazer.

A foda deveria correr solta, o mundo seria melhorNo Brasil, com a ascensão da extrema direita ao poder, estamos vivenciando isso de perto. Nunca o moralismo esteve tão em alta como agora. Mentes cheias de preconceito e de moralismo de cueca estão botando as manguinhas de fora, só porque uma autoridade, um líder político está dando o aval. Na figura do líder carismático de ideias medievais eles projetam os seus tabus, os seus medos, as suas taras, os seus ódios, as suas retaliações aos diferentes… A velha mente/ego forjada no patriarcalismo está com os dias contados… Pressentindo a morte ela ressurge com toda a força, pois não quer morrer. Os representantes dessa velha mente estão em evidência, em todas as mídias. Saíram todos do armário. Vociferam aos quatro cantos as suas palavras de ordem: Fora os comunistas! Sim, porque na sua ótica simplista e reducionista todos os que não pensam como eles são comunistas.

A foda deveria correr solta, o mundo seria melhorSomos muito mais do que cabeças, do que mentes cheias de ideologias, de idiossincrasias, de preconceitos, de cercas e mais cercas… Saia da cerca, rompa com as cercas e você se verá livre na pradaria, nos campos sem fim, nos oceanos cósmicos. Dá medo, não é? É amedrontador ser livre? Você se sentirá muito inseguro? Em que se apoiar? Quem lhe dará segurança? É por isso que o caminho da felicidade é o caminho do coração. Se você trilhar o caminho da mente jamais será feliz. Viverá se cuidando e condenando a si mesmo e aos outros… Deixe que o coração seja os olhos da sua mente. A amorosidade, a afetividade, ficaram presas na repressão ao sexo, principalmente se o sexo praticado ou que quer se praticar não é aceito e visto como normal pela sociedade ou cultura vigente.

A foda deveria correr solta, o mundo seria melhorNo dia em que a foda correr solta a sociedade será realmente civilizada. Enquanto a foda for restrita e cheia de deves e não deves o mundo será isto que temos hoje em dia: cheio de tecnologia e vazio de amor, de afeto, de solidariedade, de paz… Quer um exemplo? A monogamia foi instituída como uma forma de melhor dominar e manipular as pessoas. É bom para o sistema, para os dirigentes da sociedade, para as elites econômicas, que as pessoas, os casais, sejam monogâmicos. Isso incentiva a posse de uns sobre os outros. Assim, um governo que possui um povo, passa a ser algo natural. As pessoas se deixam dominar e possuir com facilidade porque isso passa a ser um comportamento normal.

A foda deveria correr solta, o mundo seria melhorSomos, naturalmente, seres poligâmicos. A poligamia (para homens e mulheres) deveria retornar para salvar o mundo da auto destruição porque a cultura monogâmica adotada na maior parte do planeta não está dando certo. Existem pessoas poligâmicas? Sim, mas são minoria e geralmente são homens, homens ricos. Quando não são poligâmicos ao mesmo tempo, pelo menos se tornam poligâmicos sequenciais… Saem de um relacionamento para outro com a facilidade que o dinheiro pode proporcionar. O freio moral sobre a sexualidade humana tem produzido todas as taras e perversões. Os crimes sexuais são o resultado de uma sociedade reprimida e repressora. Quanto mais se reprime a energia básica da vida mais forte ela ressurge. Retorna como um vulcão destruindo tudo à sua volta.

A foda deveria correr solta, o mundo seria melhor
A força do lingam separado da yoni é a força da destruição, da separação, do ego… Quando o lingam está em harmonia com a yoni a sua força é construtiva, criativa, constrói mundos mais harmônicos e prósperos. Casa 6 é a saúde. É a construção no dia a dia de uma sociedade mais justa, mais igualitária, mais humana, onde o sexo não é doença e sim saúde.

Sobre as sociedades matriarcais e liberdade sexual vale a pena dar uma conferida neste ótimo artigo do site Protopia escrito por Fábio Veronesi. Ele fala sobre a retomada da humanização, o resgate da capacidade de amar do ser humano onde as trocas amorosas serão mais espontâneas em todos os relacionamentos. Uma revolução sexual é imprescindível para que a revolução do amor também aconteça. O amor está preso no sexo. Precisamos realizar a nobre tarefa de libertá-lo.

Joel Munhoz Tarô Tântrico

(Elóy)