Amar O Corpo É Descobrir Os Segredos Da Natureza

Tu gostas do teu corpo? Já fizeste amor com o teu corpo? Infelizmente o nosso corpo é muito desprezado e, quando é valorizado, esse valor acontece somente a nível exterior. A maioria das pessoas anseia por ter um corpo bonito, só por fora… Por dentro, aí são outros quinhentos… Às vezes o corpo é bonito por fora (na juventude), mas não é saudável; às vezes as pessoas são atletas, mas não têm corpos saudáveis. Nosso corpo é o que temos de mais concreto, como então não cuidar dele? O teu corpo precisa estar em boas condições para que tu possas fazer todas as outras coisas que tu desejas fazer na vida. É como cuidar do teu carro. Se tu não cuidas direito dele ele estará sempre dando pane e te deixando a pé. E tem gente que cuida muito mais do carro do que do próprio corpo… Bueno, tem louco pra tudo, cada um com a sua loucura – eu também tenho a minha – mas o importante é fazermos da nossa loucura uma coisa legal e gostosa, uma loucura deliciosa ou uma delícia de loucura.

Amar o corpo é descobrir os segredos da natureza

Fala-se muito por aí que precisamos nos amar. Ama a ti mesmo, porque se não amares a ti mesmo como poderás amar o teu semelhante? Pois então… precisamos começar a amar o nosso corpo. Cada um tem o corpo que merece ter. Quando eu era jovem eu não aceitava o meu corpo. Queria ser mais alto e mais forte. Mais forte eu consegui me tornar (sem exagero), abaixo de musculação, até porque eu era franzino quando adolescente. Porém, mais alto não tem jeito, né… Hoje aceito meu corpo de boas… E me sinto mais saudável hoje (do alto dos meus 62 anos) do que na minha juventude. Com o meu trabalho com o Tarô Tântrico venho me aprofundando no meu corpo. Cada mergulho no corpo é uma aventura. Sempre descubro mares nunca dantes navegados, multiversos e portais transdimensionais… E como tem coisa ainda para descobrir…!!! São mundos dentro de mundos. Podemos descobrir, na prática, que o nosso corpo é, de fato, um universo em miniatura.

Amar o corpo é descobrir os segredos da natureza

O tantra arcano CAVALEIRO DE PAUS abre o peito e se joga na Vida. Quanto mais amamos o nosso corpo mais amamos a Vida. Afinal, a Vida se manifesta no seu ápice físico – no plano terreno – nos corpos humanos. Consciência corporal é igual a amor, que é igual a juventude. Não importa a nossa idade biológica e cronológica, o nosso espírito é sempre jovem. Esta percepção possibilita que as pessoas, em idade mais avançada, se sintam velhos jovens. Com certeza podemos ser saudáveis e termos qualidade de vida na velhice. Infelizmente as mais diversas culturas, salvo exceções, são contrárias ao corpo. O corpo, coitado, anda a reboque da mente. A mente quando é idolatrada se torna um ego tirano do corpo e da consciência. Uma mente só é saudável quando é amiga do corpo. O corpo possui uma inteligência fantástica: a inteligência biológica ou inteligência do instinto. Quando somos amigos e amantes do nosso corpo ele compartilha conosco os segredos da natureza.

Amar o corpo é descobrir os segredos da natureza

A inteligência instintual, animal, foi sufocada por toneladas de bugigangas intelectuais. Precisamos lembrar que a base do humano é o animal, e a base do divino é o humano. Amemos o animal, pois ele é as nossas raízes fincadas na natureza e na Existência. Sem ele nenhum intelecto é possível. Tu já imaginaste um intelecto andando sozinho por aí? Ama o teu corpo, pega o teu corpo, agarra o teu corpo. A automassagem é sensacional para despertar regiões do corpo que estão mais adormecidas. Normalmente as memórias traumáticas ficam entranhadas nas células e criam couraças emocionais nos músculos. O tantra arcano 16 A TORRE nos ajuda a colocarmos por terra a tirania da mente sobre o corpo. Compreendemos, afinal, que mente e corpo não são entidades separadas. A mente, assim como a consciência, está presente em cada célula do nosso corpo. Podemos dizer que a mente é o corpo em estado sutil, e o corpo é a mente em estado denso. E consciência é a percepção de que temos um corpo/mente, mas não somos nem o corpo nem a mente.

Joel Munhoz (Olói)

Precisamos De Um Bom Banho No Sentido Psicoemocional

A água flui, a água rola, a água voa… Opa, a água voa?? Às vezes sim… Quando ela salta como um chafariz do centro da terra, no fenômeno conhecido como gêiser… Ela também voa quando é aquecida pelos raios ou calor do sol. Se torna vapor e sobe, sobe… até formar as nuvens que caem sobre a terra numa benfazeja chuva; ou também numa malfazeja chuva, numa chuvarada, com trovoadas, raios, ventos terríveis, inundações, que levam tudo por diante, porém lavando a alma da Terra. Assim como a mãe Terra precisa ser lavada pela chuva, nós também precisamos de um bom banho, não somente no sentido físico, mas também no sentido psicoemocional.

Precisamos de um bom banho no sentido psicoemocional

A água flui, para a frente e para baixo. A ambição da água não é subir, e sim descer… Ela vai preenchendo todos os furos, buracos, valetas, canais, etc. Nos oceanos atinge quilômetros de profundidade. É um elemento denso e feminino. Se adapta a todas as formas e recipientes sem nunca perder a sua essência. A água contorna os obstáculos e vai levando tudo por diante. Quem pode com a sua força? O nosso corpo é constituído de aproximadamente 70% de água. A superfície da Terra também é composta de cerca de 70% de água. Somos água na nossa maior parte física. Então por que não sermos também majoritariamente água na nossa parte psicológica? Emoções são água fluindo. Sensibilidade é água fluindo. Intuição é água fluindo.

No naipe de Copas do Tarô temos todos os conhecimentos, ensinamentos e técnicas de meditação que nos possibilitam um bom banho de emoções. As emoções precisam ser renovadas. Não podemos ficar sempre no mesmo círculo de emoções a vida inteira. Tem pessoas que se cuidam, se controlam, não deixam as emoções aflorarem nas suas vidas. Viver dessa forma é viver sujo. É fugir do banho das emoções. Se não tomamos banho físico, com água física, nosso corpo se torna sujo e anti-higiênico. Da mesma forma, se não tomamos banho emocional, nosso corpo emocional se torna sujo e exala um mau cheiro que pode ser captado pelo nosso olfato psíquico. Isso faz mal para nós mesmos e para as outras pessoas que convivem conosco.

A sociedade (sistema, matrix) não quer que a água flua nas nossas vidas. É por isso que somos recomendados a dominar ou controlar as nossas emoções. Aqui precisamos fazer uma diferenciação entre emoções e sentimentos. Emoções são algo natural à vida, e da vida. Sentimentos são emoções racionalizadas, ou seja, dominadas ou controladas para se adaptarem ao modelo ou normas de conduta de uma determinada cultura ou grupo social. Exemplo: ficamos tristes com alguém ou com algo desagradável que nos aconteceu. Mas não nos permitimos experienciar a tristeza porque fomos educados a estarmos sempre pra cima, alto astral, a cultivarmos somente pensamentos e sentimentos positivos e tal… Assim, sufocamos a nossa tristeza e nos forçamos a uma alegria forçada e, principalmente para os outros, temos que manter a nossa autoimagem de pessoas positivas.

Quando reprimimos uma emoção negativa porque ela não é política ou socialmente correta, a estamos racionalizando, isto é, colocando-a dentro dos estreitos limites da nossa mente/ego condicionada. Daí surgem os sentimentos que podem descambar para o sentimentalismo quando são potencializados. Normalmente as pessoas que racionalizam as sua emoções são elogiadas por serem equilibradas. Como não temos espaço na sociedade para expressarmos as nossas emoções livremente é importantíssimo que façamos meditações dinâmicas ou ativas que visam justamente a autoexpressão de emoções e sentimentos. Assim, antes de sermos possuídos pelos sentimentos ou emoções racionalizadas, num espaço seguro onde estamos a sós, deixamos vir livremente as emoções e sentimentos que sufocamos dentro de nós.

É bom termos esse espaço e tempo para a catarse das emoções para não sairmos por aí agredindo e magoando os outros e, portanto, arrumando confusão. Sozinho (a) no teu quarto, com uma música adequada, solta a raiva, o ódio, o medo, o rancor, a mágoa, o ressentimento, a tristeza, etc. Deixa vir à tona, à consciência, todos os sentimentos e emoções trancados nas masmorras do inconsciente. O oculto que é trazido à luz deixa de ser oculto. O animal trancado a 7 chaves nas masmorras do inconsciente pode nos atacar a qualquer momento, no nosso menor descuido. O animal quando é trazido à superfície se torna nosso amigo e podemos contar com a sua força quando dela precisarmos.