Cavaleiro De Paus Falando Sobre Desejos Carnais E Necessidades Sexuais

O tantra arcano CAVALEIRO DE PAUS resolveu soltar o verbo… Vamos aproveitar a oportunidade e ouvi-lo com atenção! O cara já andou tanto por aí, rodou mundo, caiu, levantou… afinal, ele vivenciou os naipes de Ouros, de Espadas, de Copas para, finalmente, chegar ao naipe de Paus. A juventude e a aventura são a sua tônica. Mas não te engana, não é a juventude e a aventura imaturas; é a juventude com a experiência e a sabedoria da velhice, e é a aventura precedida por uma preparação meticulosa, quando, é claro, há condições de se planejá-la; do contrário, ele não hesita em jogar-se na Vida de alma e de coração.

Cavaleiro de paus falando sobre desejos carnais e necessidades sexuais
Tantra arcano Cavaleiro de Paus

Mas, sem mais delongas, vamos ao tema: desejos carnais e necessidades sexuais. Basicamente, desejos carnais provêm da mente/ego, como sentimentos compulsivos, automáticos, inconscientes… Necessidades sexuais provêm da inteligência instintual, animal, biológica. Desejos e necessidades diferem de pessoa para pessoa. Os desejos não são importantes para a vida de alguém, mas as necessidades sim. Para manter-se vivo e saudável nosso corpo tem certas necessidades, como dormir, beber, comer, higiene pessoal, exercício físico… e sexo. A energia sexual é a nossa energia mais poderosa e, como qualquer energia, precisa ser expressa, precisa ser vivenciada.

Cavaleiro de paus falando sobre desejos carnais e necessidades sexuais

Assim, manda ver… Não fica te reprimindo nem fica te comparando com esse (a) ou aquele (a). Cada pessoa é única e, portanto, com necessidades e desejos diferenciados. O importante é manter o equilíbrio. Energia demais faz mal e energia de menos também. Tem parceiro (a)? Que legal! Não tem parceiro (a)? Que legal também… Não é bom para ti ficar mendigando o desejo nem o amor de ninguém. Ousa te conhecer primeiro, te explorar primeiro, ousa ser o teu melhor parceiro (a) sexual! Fode contigo mesmo, transa contigo mesmo, e ama a ti mesmo! Não há separação entre amor e sexo, tudo é a mesma energia de vida.

Cavaleiro de paus falando sobre desejos carnais e necessidades sexuais

Tu podes pensar assim: Ah, mas eu tenho uns desejos e umas necessidades estranhas, anormais…!!! Olha, se isso te serve de consolo… de longe todos são normais e, de perto, todos são anormais. Eu sinto desejo por homens, por mulheres, por pessoas trans… tenho desejos gays, além dos desejos “normais” ou heteros, eu gosto de sexo anal, quero ser passivo (a) ou ativo (a)… mulher com mulher, homem com homem, sexo a três, poliamor, swing, suruba, submissão, sodomização, dominação, crossdresser, lingeries, brinquedos… enfim, o repertório é variado e criativo. O normal é fazer, o anormal é não fazer. Sim, porque se tu não fazes tu fica pensando… pensando naquilo…

Cavaleiro de paus falando sobre desejos carnais e necessidades sexuais

E “aquilo” reprimido fica te incomodando, te tirando o sono, te tirando a paz. Mas, por outro lado, se tu fazes, tu ficas querendo fazer cada vez mais… podes ficar viciado, compulsivo por sexo. E aí, como sair dessa roubada? Equilíbrio meu (a) caro (a), e cada um tem o seu próprio equilíbrio. Para conquistá-lo é necessário consciência. Os desejos carnais e as necessidades sexuais às vezes se misturam. É necessário vivê-los, com consciência, para poder distinguir uns dos outros. Consciência sempre alerta, atenção no presente, fazendo do sexo solitário, ou a dois ou a três, uma cerimônia, uma celebração à Vida e ao Divino.

Joel Munhoz (Olói)

Sexo Tântrico Não É Receita De Bolo, É Um Caminho Único

O que é sexo tântrico, afinal? É uma receita de bolo, uma fórmula mágica, que basta decorar e sair aplicando por aí? Precisa ter um (a) parceiro (a) assim ou assado… iluminadão (ona), shivão, shivona, shaktiona, shaktião…!!? Não sei não, aliás… eu sei um pouco. São 30 anos de estrada no caminho do autoconhecimento tântrico, tenho muito o que aprender ainda, mas aquele pouco que sei, através da experiência em atendimentos aos meus clientes, e na minha própria prática pessoal, gostaria de compartilhar contigo. Não sou dono da verdade, mas posso compartilhar a verdade que a minha consciência conseguiu abarcar até agora.

Sexo tântrico não é receita de bolo, é um caminho único

Recomendo os livros “Tantra, o Culto da Feminilidade” de André van Lysebeth, e o Livro dos Segredos (5 volumes), que é o Vigyan Bhairav Tantra comentado pelo Osho. Tem muito conteúdo nestes livros – são meus livros de cabeceira – que tu já podes começar a aplicar na tua vida. Em primeiro lugar, tantra não é fórmula mágica que serve para todos, tipo autoajuda… Tantra é prática, é técnica, é o aqui e agora a todo momento… Tantra é um caminho de autoconhecimento que te ajuda a descobrir o teu próprio caminho. Cada um de nós é um ser único expressando as glórias do universo. Em segundo lugar não precisa ter um ideal de parceiro (a). Se tiver, é claro que o (a) parceiro (a) precisa também estar praticando o tantra. Se não tiver parceiro (a), começa praticando contigo mesmo (a), é ótimo descobrirmos a nós mesmos para depois descobrirmos o outro, pelo menos a algum grau de descoberta…

Sexo tântrico não é receita de bolo, é um caminho único
Jogo na mandala astrocabalística tarotântrica explicando o sexo tântrico. Consta no vídeo abaixo do texto.

Nossa mente funciona nas polaridades. Uma é o profano e outra é o sagrado. Em outras palavras, a mente oscila entre a putaria e a santidade. Mas o conceito de sagrado ou de santo, da mente, não tem nada a ver com o sagrado de fato. O tantra é a transcendência da mente, do ego. É necessário vivermos as polaridades com totalidade para podermos transcender, pois somente vivendo a dualidade – as polaridades – por igual, podemos neutralizá-las e, assim, nos libertarmos delas. Lembremos que luz espiritual não é ausência de sombra, é o equilíbrio entre a luz e a sombra. Dá uma olhada no vídeo que tu poderás compreender melhor. Gratidão, namastê!

Joel Munhoz (Olói)

Amar O Corpo É Descobrir Os Segredos Da Natureza

Tu gostas do teu corpo? Já fizeste amor com o teu corpo? Infelizmente o nosso corpo é muito desprezado e, quando é valorizado, esse valor acontece somente a nível exterior. A maioria das pessoas anseia por ter um corpo bonito, só por fora… Por dentro, aí são outros quinhentos… Às vezes o corpo é bonito por fora (na juventude), mas não é saudável; às vezes as pessoas são atletas, mas não têm corpos saudáveis. Nosso corpo é o que temos de mais concreto, como então não cuidar dele? O teu corpo precisa estar em boas condições para que tu possas fazer todas as outras coisas que tu desejas fazer na vida. É como cuidar do teu carro. Se tu não cuidas direito dele ele estará sempre dando pane e te deixando a pé. E tem gente que cuida muito mais do carro do que do próprio corpo… Bueno, tem louco pra tudo, cada um com a sua loucura – eu também tenho a minha – mas o importante é fazermos da nossa loucura uma coisa legal e gostosa, uma loucura deliciosa ou uma delícia de loucura.

Amar o corpo é descobrir os segredos da natureza

Fala-se muito por aí que precisamos nos amar. Ama a ti mesmo, porque se não amares a ti mesmo como poderás amar o teu semelhante? Pois então… precisamos começar a amar o nosso corpo. Cada um tem o corpo que merece ter. Quando eu era jovem eu não aceitava o meu corpo. Queria ser mais alto e mais forte. Mais forte eu consegui me tornar (sem exagero), abaixo de musculação, até porque eu era franzino quando adolescente. Porém, mais alto não tem jeito, né… Hoje aceito meu corpo de boas… E me sinto mais saudável hoje (do alto dos meus 62 anos) do que na minha juventude. Com o meu trabalho com o Tarô Tântrico venho me aprofundando no meu corpo. Cada mergulho no corpo é uma aventura. Sempre descubro mares nunca dantes navegados, multiversos e portais transdimensionais… E como tem coisa ainda para descobrir…!!! São mundos dentro de mundos. Podemos descobrir, na prática, que o nosso corpo é, de fato, um universo em miniatura.

Amar o corpo é descobrir os segredos da natureza

O tantra arcano CAVALEIRO DE PAUS abre o peito e se joga na Vida. Quanto mais amamos o nosso corpo mais amamos a Vida. Afinal, a Vida se manifesta no seu ápice físico – no plano terreno – nos corpos humanos. Consciência corporal é igual a amor, que é igual a juventude. Não importa a nossa idade biológica e cronológica, o nosso espírito é sempre jovem. Esta percepção possibilita que as pessoas, em idade mais avançada, se sintam velhos jovens. Com certeza podemos ser saudáveis e termos qualidade de vida na velhice. Infelizmente as mais diversas culturas, salvo exceções, são contrárias ao corpo. O corpo, coitado, anda a reboque da mente. A mente quando é idolatrada se torna um ego tirano do corpo e da consciência. Uma mente só é saudável quando é amiga do corpo. O corpo possui uma inteligência fantástica: a inteligência biológica ou inteligência do instinto. Quando somos amigos e amantes do nosso corpo ele compartilha conosco os segredos da natureza.

Amar o corpo é descobrir os segredos da natureza

A inteligência instintual, animal, foi sufocada por toneladas de bugigangas intelectuais. Precisamos lembrar que a base do humano é o animal, e a base do divino é o humano. Amemos o animal, pois ele é as nossas raízes fincadas na natureza e na Existência. Sem ele nenhum intelecto é possível. Tu já imaginaste um intelecto andando sozinho por aí? Ama o teu corpo, pega o teu corpo, agarra o teu corpo. A automassagem é sensacional para despertar regiões do corpo que estão mais adormecidas. Normalmente as memórias traumáticas ficam entranhadas nas células e criam couraças emocionais nos músculos. O tantra arcano 16 A TORRE nos ajuda a colocarmos por terra a tirania da mente sobre o corpo. Compreendemos, afinal, que mente e corpo não são entidades separadas. A mente, assim como a consciência, está presente em cada célula do nosso corpo. Podemos dizer que a mente é o corpo em estado sutil, e o corpo é a mente em estado denso. E consciência é a percepção de que temos um corpo/mente, mas não somos nem o corpo nem a mente.

Joel Munhoz (Olói)

A Vida É Uma Calcinha Enfiada No Traseiro

A Força surgiu e, com ela, a luxúria, a volúpia… A Força é luxuriante, é voluptuosa… A Força saca a energia altamente concentrada que se esconde lá no fundo do ser da criatura e faz com que ela volte novamente a sorrir. Mas, sobre que tipo de força trataremos hoje aqui? A força do tesão, companheiro e companheira! Aliás, existirá alguma força no universo que seja destituída de tesão? Dificilmente… Pela minha própria experiência, impossível… arrisco a dizer. O tesão sexual está na base de tudo. O amor, por exemplo. Ninguém poderá vivenciar as alturas do amor sem nunca ter mergulhado nas profundezas do tesão erótico e sexual.

A vida é movida a tesão, na atração irresistível entre os opostos. O casal Shiva/Shakti está presente em tudo, em todas as reações químicas e alquímicas do universo. Tudo está em constante movimento das forças de atração e repulsão. Achei na internet uma frase que me chamou a atenção. A princípio dei uma boa duma risada. Depois, senti que poderia ter uma profundidade escondida sob tal frase. A dita cuja frase é: “A vida é uma calcinha enfiada no cu.” Substituí pela palavra traseiro no título para evitar problemas com alguns setores… Po, quanta profundidade, você não acha? Bom, vamos tentar nos aprofundar no conceito com a ajuda do tantra arcano11 A FORÇA. Esse tantra arcano mostra a dualidade dos opostos através dos dois números UM (11). No caso aqui, então, fica assim: uma polaridade é a calcinha e a outra polaridade é o cu.

A vida é uma calcinha enfiada no traseiro


A calcinha sente uma atração irresistível pelo cu que, pacientemente, espera pelo momento em que sentirá a maciez da textura do seu tecido roçando-lhe e cobrindo-lhe prazerosamente, com muita afeição e carinho. A vida é um todo de tantas e infinitas coisas que constituem um mosaico universal. Pois então, uma delas é a calcinha e, a outra delas, é o cu. Acaso pensais vós que a calcinha não é algo sagrado? Que o cu não é algo sagrado? Se assim pensais, estais redondamente enganados, pois tudo o que existe é importante e sagrado.


Tanto a mulher santa quanto a mulher pecadora possuem um cu… e usam calcinha. E tem cada santa pecadora, gostosas que só elas… E tem cada pecadora santa, verdadeiras deusas encarnadas na terra… Opa, e os homens, estão fora dessa? Só porque não usam calcinha? Mas os homens adoram uma calcinha; veja bem, calcinha… não calçola. Os homens adoram tirar a calcinha da mulher, enquanto a mulher fica pensando: “ai, que delícia, ele está baixando a minha calcinha…” E quando a mulher está de bruços então… primeiro o homem admira o conjunto mulher/calcinha, depois, vai tirando lentamente (a calcinha), enquanto esfrega delicadamente o rosto na bunda da fêmea, mulher e deusa, para depois, separar-lhe (gentilmente) as nádegas e cheirar e beijar o seu cu.

A vida é uma calcinha enfiada no traseiro


Também temos o nosso lado animal, o nosso lado cachorro que adora cheirar os cus das cadelas. Por isso é importante que os cus estejam sempre limpos e cheirosos. Porém, existem também os homens que adoram usar calcinha. Sim, porque fantasiar com cueca não está com nada, você não acha? Cueca é um artigo grotesco, sem nenhum atrativo. Uma calcinha bem transada, por sua vez, enche os olhos… e também o cu, é claro. Então, tem homem que usa calcinha, de vez em quando. Não que necessariamente ele seja viado. É claro que tem viado que usa calcinha; os travestis, por exemplo; assim como tem viado bem macho que detesta que homem se vista de mulher. Tem de tudo neste mundo. E isto é uma maravilha. Já pensou se tudo fosse a mesma coisa, como querem os comunistas e os religiosos fundamentalistas? Seria uma chatice só. Sem a liberdade de expressão das calcinhas e dos cus a vida não teria nenhuma graça.


No fundo, todos nós somos apaixonados pelo feminino, com calcinha e tudo. Mulheres… homens… de todas as orientações sexuais, somos todos apaixonados por mulheres, por calcinhas e por cus. É uma atração irresistível que, se somos contrariados, já saímos com esta: “ah, vai tomar no teu cu!” O cu e a calcinha fazem parte do imaginário erótico de todos os povos. Tem também o homem machista que adora ver uma gostosa com a calcinha enfiada no cu, mas a mulher dele não pode mostrar-se em público num minúsculo fio dental. E quando vê uma mulher mais velha ou nem tão gostosa assim, com uma minúscula calcinha, acha feio e ridículo. Democracia já! Todas as mulheres têm direito a usarem as suas calcinhas enfiadas no cu e também de tirarem as calcinhas do cu quando bem entenderem porque, afinal, tem um momento em que o cu precisa ficar longe da calcinha para poder respirar mais aliviado. A calcinha enfiada no cu também pode representar um estorvo do qual precisamos nos libertar. Portanto, se for prazeroso, use, abuse e se lambuze; se for um incômodo, livre-se dela o mais rápido possível.

A vida é uma calcinha enfiada no traseiro
Tantra arcano 11 A Força – a mulher e o leão. O tesão sexual, a vitalidade, a resistência, as raízes fincadas na Existência, na Natureza.


Olha que tão bela e profunda mensagem nos trouxe o tantra 11 A FORÇA! Esse tantra nos harmoniza com a energia animal – que nos sustenta – e que é a grande geradora da vida no plano físico, bem como de qualidades como a fé, a coragem, a vitalidade, a resistência, a saúde, a entrega, a vontade, a dança, a alegria, etc. Uma pessoa jamais poderia ter essas virtudes se, antes, não tivesse um cu. O chakra básico (muladhara) se situa na região do períneo, na base da coluna vertebral e também do cu. Além da grande importância fisiológica do cu, como aparelho de saída dos dejetos sólidos do organismo, é digno de destaque a sua importância energética, psíquica e espiritual que nos dá raízes fincadas na existência, que nos sustenta quando as tormentas querem nos arrancar do caminho e que, enfim, sustenta as nossas pernas e os nossos pés porque, sem eles, não vamos a lugar nenhum. Viva as calcinhas e os cus!

Libertando O Sagrado Feminino O Mundo Se Torna Livre

Opa, Sagrado Feminino, o que vem a ser, afinal? É a verdadeira essência do feminino, muito além do seu estereótipo fabricado pela sociedade patriarcal e machista. Todos nós, homens e mulheres, somos femininos e masculinos na nossa psique. Porém, o Sagrado Feminino é muito mais ancestral, é ancestralidade de alma. A mulher, no conceito do Sagrado Feminino, ocupa um papel de destaque – sagrado e profano – na sociedade humana. Somente ela tem o dom de gerar e dar à luz a um novo ser. Isso é divino. Mas ela também tem o dom de iniciar o homem nos mistérios do sexo, muito além da sua mente ansiosa e imediatista. O homem comum, no momento do sexo, está ansioso pela penetração e, logo a seguir, pela ejaculação.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Mas o homem, que desce da sua arrogância machista e se deixa iniciar pela mulher, aprende as verdadeiras delícias do sexo. Assim, a meta fica em segundo plano, o que ele quer curtir mesmo, é a viagem. Não há melhor tratamento para ejaculação precoce do que deixar-se contaminar pelo Sagrado Feminino. As carícias, os toques, mãos que tocam e agarram com sutileza, amor, afeto, e também com pegada selvagem. O equilíbrio entre a força e a sutileza, entre o masculino e o feminino, deslizando pelos corpos que expressam o seu tesão, a sua vitalidade; estado de alerta, consciência da respiração e de todas as sensações e sentimentos possíveis. Isto é Sagrado Feminino.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O Feminino estereotipado oscila entre o papel da mulher submissa aos desejos e vontades do macho e o papel da mulher que se tornou masculinizada só para conquistar os mesmos direitos civis do homem. Ambos os papéis são fortalecedores do machismo. Vamos refletir juntos sobre a sexualidade feminina. E também masculina, porque uma não existe sem a outra. A sociedade tem uma visão muito deturpada sobre amor e sexo. Usando dogmas morais e religiosos obrigaram as pessoas a serem propriedade umas das outras nos relacionamentos. Vejamos o modelo convencional de relacionamento: duas pessoas se apaixonam (heterossexuais), se casam perante a justiça e a igreja, e juram fidelidade para sempre. Ora, isso já constitui uma violência contra os hormônios sexuais, contra a biologia, contra a inteligência do instinto e, por conseguinte, contra o Feminino Sagrado Ancestral e Selvagem.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Sim, porque o Feminino Sagrado, antes de mais nada, é selvagem. Tanto que para ilustrá-lo há muitas deusas selvagens, como por exemplo: Kali e Lilith, e demais deusas dos reinos e elementos da natureza das mitologias de todos os povos. Terá o selvagem realmente a conotação “selvagem” que damos para eles? Certamente que não, pois eles são, em muitos aspectos, muito mais civilizados e humanos do que nós. As culturas precisam ser libertadoras e não castradoras da nossa liberdade natural, divina e cósmica. Não é isso o que se verifica no nosso mundo civilizado. Devemos regredir e voltarmos a viver como selvagens? Não, é claro que não, mas podemos muito bem aprender – ou reaprender – com eles, com os povos originários, a nos harmonizarmos novamente com os ciclos femininos da mãe Natureza.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Em nossa arrogância intelectual nos vemos separados da natureza e, por conseguinte, precisamos dominá-la. “Santa” ignorância! Este comportamento nada mais é do que dar um tiro no próprio pé. No meu ponto de vista quem colaborou muito para nos distanciarmos da natureza – e de nós mesmos – foi a Santa Madre Igreja, que de santa não tem nada. A estratégia usada foi distanciar as pessoas da sua própria energia sexual. Assim, a nossa energia sexual, que é natureza pura, instinto puro, foi pervertida em sexualidade doentia. Transformaram a mulher (a Sacerdotisa iniciadora nos mistérios do sexo e do amor) em prisioneira e objeto sexual do homem. Quando uma massa crítica de mulheres se libertarem desse jugo milenar, libertarão a sua própria energia sexual, retornarão ao seu estado original de putas sagradas, serão novamente caçadoras… O mundo, então, se tornará livre.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O poliamor está aí, batendo na bunda… Ninguém é dono de ninguém. Podemos amar uma pessoa, duas pessoas, ou até mais… E podemos nos relacionar sexualmente com mais pessoas. Por que não? Afinal, o sexo não é uma brincadeira biológica? Desde que haja consenso entre as partes, atração e tesão, está valendo… para todas as identidades de gênero e orientações sexuais. Todos somos putos e putas sagrados. Assim, a traição e a infidelidade são eliminados naturalmente. A pluralidade de experiências sexuais e amorosas é enriquecedora para todas as pessoas. Desde que haja abertura, honestidade e autenticidade. Se torna doentia quando é feita às escondidas, reprimida por regras morais e religiosas… Esta é a razão de todas as perversões sexuais. O poliamor e os relacionamentos abertos são promíscuos? Posso dizer, com experiência própria, que não. Quanto mais liberdade se tem para os relacionamentos, mais nos tornamos seletivos, e essa seleção não vem da mente/ego, é algo natural, proveniente do tesão, do coração e da consciência.

Joel Munhoz (Olói)

Relacionamentos Tântricos / O Ideal E O Real

Há relacionamentos e relacionamentos. Mas como serão ou ocorrerão os relacionamentos tântricos ou à luz do tantra? É sempre bom lembrar que tantra é tudo o que é espontâneo e natural. Assim, tudo o que é forçado ou condicionado a ser desse ou daquele jeito para agradar esse (a) ou aquele (a) não é tantra. Há muitos ideais e ideologias por aí… Geralmente os relacionamentos, e principalmente os casamentos, seguem uma linha de conduta ditada pela cultura de uma determinada sociedade. Para nos relacionarmos tantricamente é necessário, então, nos despirmos das personas psicológicas para que possamos nos entregarmos para o relacionamento de forma autêntica.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real

Porém, primeiro é necessário aprendermos a viver sozinhos. Você precisa se amar por inteiro. Não adianta você amar somente a sua parte boa e detestar a sua parte ruim. Se amar de verdade é amar tanto os seus anjos quanto os seus demônios. Assim você será uma pessoa inteira que se bastará a si mesma, não dependerá do outro para ser inteiro ou feliz. Uma pessoa que se sente uma metade sempre procurará outra metade para ser completa. Isso gera dependência e todos os jogos de poder para se ter segurança de que aquela pessoa (sua metade) será sua para sempre. Esse é o amor apego baseado na posse, muito conhecido como amor romântico.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real
Tantras arcanos 10 A RODA DA FORTUNA e 6 DE ESPADAS

Mas… se você está num relacionamento e ainda não aprendeu a se amar primeiro, fique onde está para começar de onde está. Lembremos a máxima tântrica e zen: tudo o que é, é. Tudo o que está acontecendo agora é exatamente o que deveria acontecer. Vejamos, então, como você pode fazer o seu relacionamento se tornar tântrico! O tantra arcano 10 A RODA DA FORTUNA pode nos auxiliar a compreendermos melhor. A roda, no seu aro externo, representa as mudanças inevitáveis da Vida. No seu eixo interno representa o seu centro, a sua essência divina imutável. Assim, precisamos nos adaptarmos às mudanças externas sem perdermos a nossa essência jamais. Isso tanto na nossa vida individual quanto nos nossos relacionamentos íntimos, sexuais, amorosos.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real

Você precisa refletir profundamente: até que ponto, no seu relacionamento, você está se adaptando ou você está se violentando somente para agradar o outro. Ou, até que ponto, você está forçando o outro a se comportar de uma maneira que está violentando a sua própria natureza? O tantra arcano 6 DE ESPADAS mostra os relacionamentos idealizados. O tantra, nesta carta, diz: abandone os ideais de relacionamento (fórmulas prontas) e caia na real, construa a sua própria fórmula de relacionamento. Invista na intimidade com o outro. Mas, às vezes, você tem intimidade afetiva e amorosa com o parceiro (a), mas o mesmo não acontece no plano sexual. Assim, é justo que você tenha outra pessoa para realizar as suas necessidades sexuais.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real

Nós somos seres poligâmicos por natureza. A monogamia é uma imposição social. Temos que dar um jeito para transgredirmos estas regras sociais, morais e religiosas, para podermos seguir o nosso coração. A fidelidade é importante? Mas é claro, mas, antes de mais nada, você deve ser fiel com você mesmo (a). Como ser fiel com o outro se não se é fiel consigo mesmo? O seu parceiro (a) de relacionamento estável deve saber do seu outro relacionamento? Sim, se ele (a) estiver aberto (a) a esta sinceridade. Se não estiver aberto, não deve saber… Não estou aqui ditando regras, estou apenas apresentando alguns exemplos. Tudo é muito relativo, há tantas variáveis quanto relacionamentos.

O mais importante é você crescer como pessoa em todos os sentidos. E isso representa evolução de consciência. A pessoa em crescimento está sempre mudando externamente para manter-se cada vez mais fiel à sua verdadeira essência ou natureza. Assim, os relacionamentos em crescimento também estão sempre mudando, se adaptando aos novos estímulos da Vida. O mais importante é perceber se as mudanças que estão acontecendo provêm do seu eixo mais interno ou provêm de estímulos e modismos superficiais da sociedade à sua volta. Você pode mudar para ser cada vez mais você mesmo (a) ou você pode mudar apenas para corresponder a uma expectativa externa. No relacionamento deve haver um consenso entre adaptação de um ao outro. Tudo deve ser consensual para que não haja opressor (a) nem oprimido (a). Haverá dor? Sim, mas há muita diferença entre a dor do crescimento e a dor do sofrimento.

Joel Munhoz (Elóy)

Masturbação Masculina E Energia Vital – O Que Diz O Tantra

Masturbação masculina, em pleno século 21, ainda é um assunto complicado para muita gente boa. O que tem de homem teorizando e ideologizando a velha bronha não está no gibi. São religiões, ideologias e filosofias detonando com as cabeças, com os corpos e consciências. Muitos homens se privam da masturbação com medo do fogo do inferno, de ficarem sem energia, e pelas mais várias razões. O fato é que a natureza é mais forte e, lá pelas tantas, o cara não aguenta mais e se masturba. Aí bate a culpa, a vergonha e a sensação de fracasso por não ter tido força para dominar-se.

No outro extremo se encontram os punheteiros inveterados. Para esses a única coisa que importa é o alívio da tensão. Usam a masturbação para relaxarem das tensões do dia a dia. E dá-lhe punheta! Diz Paracelso que a diferença entre o veneno e o remédio se encontra na dose. Assim, os extremos para mais e para menos são prejudiciais. O que diz o tantra? Bueno, para complicar ainda mais há alguns tântricos recomendando que o sujeito deve se masturbar sem ejacular. Eu, como não me prendo a nenhum ensinamento que não tenha passado pela prova da minha experiência, digo que não é bem assim. Confere aí no vídeo! Valeu!

Joel Munhoz Tarô Tântrico

(Elóy)

Relacionamentos Na Regra Do Coração

Aqui quem fala é da Terra. Alô aí do espaço, estão me ouvindo? Seres de outras galáxias, de outros mundos sem fim!!! Como estão por aí? Por aqui nós vamos indo, assim… alguns conscientes, outros despertando, e uma massa maior de gente ainda dormindo o santo sono da ignorância. Mas, afinal, vocês estão carecas de saber disso, não é? Pela parte que me toca me incluo naqueles que estão despertando, isto é, ainda não estou totalmente desperto. É foda, não é fácil, mas uma vez que a gente vê um vislumbre da Luz não há volta. Olha, tenho cá as minhas técnicas que vou desenvolvendo ao longo do caminho. Cada lâmina do Tarô, para mim, é uma nave que pode me levar pelos universos interiores sem fim.

Relacionamentos na regra do coração

Surgiu aqui a lâmina 6 OS AMANTES, na 5ª casa (Leão). Viajaremos, portanto, com OS AMANTES para a constelação de Leão. Aí, galera do espaço, “os amantes” aqui na Terra é um rolo só. Ainda somos imaturos na arte de nos relacionarmos uns com os outros. É muito condicionamento, muita programação, de milênios de patriarcado, um nojo… O tal de amor romântico ainda vigora por aqui, aliás, é dominante em todas as culturas. Os que estão despertando estão se desvencilhando deste tipo de amor peguento, ciumento, nojento. Se não nos desapegarmos desse amor apego como poderemos vir a descobrir o verdadeiro amor?

O tantra arcano 6 OS AMANTES é o resumo de todo o Tarô. São 78 arcanos ao todo. Façamos a redução teosófica de 78! 7+8=15. 1+5=6. Todo o tarô, portanto, está contido no tantra arcano 6. Este é o jogo entre o homem e a mulher, o masculino e o feminino, o yang e o yin. O homem tem dentro de si uma mulher, e a mulher tem dentro de si um homem. Os princípios feminino e masculino estão sempre dançando dentro de cada um de nós. O jogo cósmico gira em torno do casal cósmico Shiva e Shakti. O casal terreno é um reflexo do casal cósmico, pois assim “como é em cima é embaixo”. O nosso maior aprendizado na senda do autoconhecimento é o relacionamento, tanto fora com o outro, como dentro com nós mesmos.

Relacionamentos na regra do coração
Quinta casa, constelação de Leão

Sigamos, então, na nossa nave espacial 6 rumo à 5ª casa no espaço sideral! E o que é a 5ª casa (Leão)? É a casa do coração. Mostra os filhos, os casos amorosos, os prazeres, as diversões, os jogos, os hobbies… É a atitude emocional e o amor que você dá. Aqui se encontra a originalidade, a criatividade, a capacidade dramática e artística. É na quinta casa que acontecem os relacionamentos por amor e, por conseguinte, todas as suas atividades que são motivadas pelo coração. Vamos, então, fazer o coração vibrar. Se o caminho não tem coração não é um caminho autêntico, não é o teu caminho, é somente um caminho emprestado de alguém.

Relacionamentos na regra do coração

Nossa nave pousa no alto de uma imponente montanha. Há aqui inúmeras casas, simples e bonitas, todas com uma arquitetura que combina com a natureza à sua volta. Pessoas felizes correm de um lado para o outro, trabalham, brincam, se divertem, se relacionam… Há fartura material, afetiva e espiritual. Ninguém é rotulado, todos podem ser tudo o que quiserem e podem se relacionar de todas as formas: hetero, bi, trans, homo… Há relacionamentos físicos, sexuais, e há relacionamentos espirituais. Não há nenhum tipo de preconceito. Há apenas uma regra que norteia a todos os habitantes. E essa regra vem de dentro de cada um: a regra do coração. Se tem coração é bom, se não tem não é bom para ninguém. A vida é simples quando vivida com o coração e a consciência. Complicamos demais a vida porque o que norteia a civilização é a mente.

Joel Munhoz Tarô Tântrico

(Elóy)

A Maior Aventura É Ser Você Mesmo – 17 A Estrela

Sabe quem é que passou por aqui? A ESTRELA, brilhante como nunca. Tantra arcano 17 A ESTRELA é um brilho só. Diz Aleister Crowley que cada ser humano é uma estrela. Concordo plenamente. Todos nós temos luz própria. Acontece que somos condicionados desde a mais tenra idade a imitarmos os outros ou seguir a luz dos outros. Há pessoas que se destacam na sociedade, justamente porque colocam os seus dons a serviço daquilo que a própria sociedade espera delas. Estas pessoas se tornam formadoras de opinião, autoridades neste ou naquele assunto. Aí alguém poderá opinar: as pessoas estudam, se formam nas universidades, se tornam especialistas, justamente para serem autoridades nas áreas a que se dedicaram.

A maior aventura é ser você mesmo - 17 a estrela

Sim… porém, na minha visão, isto em parte está certo e em parte está errado. Somos seres humanos, e não máquinas nem robôs. Não é porque sou especialista ou autoridade em algum assunto que posso exigir que todas as pessoas sigam estritamente o que estou recomendando. Somos livres para aceitar ou não. Além da mente somos alma, consciência, divindade. A mente, por mais conhecimento que possua, é apenas um grão de areia no infinito oceano da consciência. Precisamos do auxílio de um especialista, de um doutor, de um terapeuta, etc., em vários momentos da nossa vida, porém, em última análise, quem deve decidir o que deve ser feito somos nós. O especialista ou autoridade é apenas um auxiliar, um técnico que disponibiliza o seu conhecimento e a sua formação para efeitos profissionais e legais; não é, absolutamente um ditador.

A maior aventura é ser você mesmo - 17 a estrela

Na nossa sociedade mercantilista, consumista e competitiva ao extremo, somos ensinados a relegar a intuição a último plano. Precisamos ser racionais a qualquer preço. Acontece que a razão quando não está a serviço da consciência se torna apenas um ego imitador num extremo e arrogante no outro. Neste mundo às avessas a razão (mente/ego) comanda o coração e a consciência. A mente somente é brilhante (A Estrela) quando está a serviço da consciência. A consciência é a alma, é o divino presente no âmago de cada ser. Faça sempre a si mesmo a seguinte pergunta quando estiver em dúvida sobre a sua verdadeira luz: Sou Eu (consciência) quem está usando a minha mente (razão), ou é a minha mente quem está me usando? Sim, porque neste mundo de imitadores a maioria das pessoas não usa a mente, muito pelo contrário, a maioria das pessoas é usada pela mente.

A maior aventura é ser você mesmo - 17 a estrela

Cada ser humano é único. Não há ninguém superior nem inferior a ninguém. Não há porque ficarmos nos comparando com os outros. A comparação é a fonte de todas as preocupações. Você perde muita energia vital quando fica se comparando com os outros. Quando mandamos a comparação para “o raio que o parta”, nos tornamos leves e inteiros. A comparação faz com que imitemos a luz dos outros que, por sua vez, estão imitando a luz de outros e, esses outros, a luz de mais outros… num círculo vicioso que não tem fim. Sabe qual é um dos segredos da felicidade? Ser você mesmo. E você se torna você mesmo, assim… de repente? Não, é claro que não. Muito tempo e energia foram investidos em ser outra pessoa que você não é, por isso levará um certo tempo para você voltar a ser você mesmo. Mas o importante é começar. Um passo hoje, um passo amanhã, retornando para você mesmo… Isso é sensacional, é a maior aventura sobre a face da Terra, você descobrir a sua verdadeira face em meio a tantas máscaras que a sociedade obrigou você a usar e a pensar que essas máscaras eram você.

Princípios Básicos Para A Prática Da Retenção Da Ejaculação

Reter a ejaculação é uma boa? Não é? Convido você para refletir comigo sobre o assunto neste artigo. É claro que todo homem sente um relaxamento físico, um desfalecimento, uma fraqueza, logo após ejacular. O homem é reto na sua constituição física, o seu órgão sexual é para fora, na forma de um pau. Quando ele ejacula é como se o pau estivesse pegando fogo e, por conseguinte, consumindo-se na sua própria energia. O pênis ou lingam é externo, a sua tendência, portanto, é colocar a energia vital para fora.

Princípios básicos para a prática da retenção da enjaculação

Há estudos na ciência médica que indicam que o homem, a cada ejaculação, perde até um miligrama de zinco, mineral importantíssimo que, entre outras funções, é responsável pela digestão de proteínas. As proteínas são os tijolos que constroem os músculos. Se a sua digestão se torna deficiente o homem sofrerá de sarcopenia, ou seja, perderá massa magra. Só para efeito de comparação, tomemos como exemplo a mulher. A sua constituição física é redonda, curvilínea. O seu órgão sexual é para dentro.

A forma da mulher é como a forma dos corpos celestes. Eles são redondos, curvilíneos, por isso conservam energia. Nas formas circulares, elípticas, redondas, curvilíneas… a energia é conservada dentro, não é jogada fora. Assim, para o homem começar nesta prática de reter a ejaculação, tanto na masturbação como na relação sexual, é necessário observar-se o equilíbrio, como em tudo na vida. Vá aos poucos, passo a passo, uma vez segura, retém… em outras vezes solta… Vá se experimentando, sentindo como o teu organismo reage.

Princípios básicos para a prática da retenção da ejaculação

Se obrigar a não ejacular por longos períodos certamente vai te trazer problemas. Você irá ficar mais tenso, angustiado, irritado, raivoso, violento… Cada organismo é diferente do outro. É preciso também levar em conta o estilo de vida de cada um, alimentação, atividade física, atividade profissional, idade, se a pessoa usa remédios que têm efeitos colaterais no aparelho genital urinário… A retenção da ejaculação, muito mais do que o simples fato de se conservar a energia vital, é um processo profundo de autoconhecimento sexual e espiritual.

Na masturbação, por exemplo: não toque somente o genital naquele frenesi de se livrar do tesão/tensão o mais rápido possível. Reserve um tempo para isso. Faça dessa prática um ritual, uma cerimônia, um culto ao Falo, ao Princípio Universal do Sagrado Masculino. Toque todo o teu corpo, descobrindo novas áreas que também são prazerosas. Você se tornará mais sensual, mais magnético, mais consciente, mais preparado para transar com a mulher, pois o tempo da mulher é mais longo do que a maioria dos homens criados e educados na cultura machista patriarcal.

Princípios básicos para a prática da retenção da ejaculação

Na masturbação, quando sentir que a ejaculação está vindo, respire fundo, olhos fechados, observe e sinta a energia sexual vital circulando dentro de você. Dessa forma você prolongará o ato, sentirá muito mais prazer, o seu corpo ficará mais vivo… E poderá ejacular no final ou simplesmente não ejacular. Lembremos que ejaculação não é orgasmo. Podemos ter orgasmo sem ejacular e, na maioria das vezes, ejaculamos sem vivenciarmos o orgasmo. O orgasmo é muito mais do que um breve alívio da tensão. É uma explosão de energia que relaxa o corpo inteiro. Relaxa e não te deixa fraco, pelo contrário, você se sente muito mais energizado.

Joel Munhoz Tarô Tântrico

(Elóy)