O Sexo É Um Caminho Espiritual, Vale A Pena Percorrê-Lo

A energia sexual é a energia mais poderosa que temos neste plano terreno. Ela é a responsável pelo prazer de estarmos vivos, aqui e agora. A Vida dá continuidade a si mesma através do sexo. O amor físico é sexo. O tesão de viver, conquistar, criar, procriar, cultivar, construir, etc., é sexo. Alguém poderá dizer: mas e o espírito, a energia espiritual, não é a mais importante? Sim, com certeza. Mas, para o tantra, energia sexual e espiritual são a mesma energia. Assim não há briga para ver quem é a mais importante, não é mesmo? Energia vital é a mesma em todos os reinos e dimensões, apenas ela se manifesta em diferentes frequências de vibração ou em diferentes oitavas do teclado cósmico. O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo.

O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo

A energia sexual vivenciada pelas pessoas é a sexualidade. Cada um tem a sua. Cada pessoa é uma identidade de gênero no âmbito da sexualidade, não há ninguém igual. O tantra trabalha a libertação da sexualidade compulsória para que você vivencie a sua energia sexual de uma maneira livre. Ser liberto da sexualidade não significa que você se torne um abstêmio sexual, significa que você vivencia a sua energia sexual sem ser dela um escravo. Afinal, o sexo é bom, mas não é tudo. Há tantas outras coisas maravilhosas na vida para serem curtidas e desfrutadas. Mas, para descobrir isso é necessário ir fundo no sexo. Vivenciar com consciência, vivenciar o prazer não só pelo prazer, mas com a intenção de aprender, de se conhecer a fundo.

O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo

Assim, chegará um momento em que você se cansará do sexo. Aí é o momento da libertação, de respirar acima do sexo. Mas enquanto o apelo sexual estiver forte é preciso navegar e mergulhar nele, porque se você tentar se abster haverá repressão. O tantra é o caminho da libertação, da iluminação, que precisa ser trilhado passo a passo. Cada passo tem a sua própria alegria e tristeza… e beleza. Sim, beleza… podemos vê-la e senti-la tanto na alegria como na tristeza. Basta aceitarmos totalmente, tanto uma quanto outra. A lei do três ou do triângulo exemplifica bem isso. Há um tempo para fazer sexo (1) e há um tempo para se abster do sexo (2). Tanto o fazer quanto o não fazer devem ser feitos com muita consciência, muita presença.

O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo
Tantra arcano Rei de Espadas: a “segurança” do sexo machista idealizado pela cultura patriarcal.

Assim, após o fazer e o não fazer surgirá um terceiro elemento (3) que independe da tua vontade. Você será jogado (a) num vácuo de transcendência (pequena iluminação). É nesta terceira ponta do triângulo que acontece a lucidez, a clareza, a percepção, a libertação, o divino… O fazer e o se abster (dualidade) são importantes para que você seja jogado (a) além da dualidade. Esse é o passo a passo de que falei anteriormente. A libertação é gradativa, a iluminação é gradativa, assim como uma jornada cumprida é o resultado de todos os passos que foram dados para concretizá-la.

Joel Munhoz (Elóy)

Relacionamentos Tântricos / O Ideal E O Real

Há relacionamentos e relacionamentos. Mas como serão ou ocorrerão os relacionamentos tântricos ou à luz do tantra? É sempre bom lembrar que tantra é tudo o que é espontâneo e natural. Assim, tudo o que é forçado ou condicionado a ser desse ou daquele jeito para agradar esse (a) ou aquele (a) não é tantra. Há muitos ideais e ideologias por aí… Geralmente os relacionamentos, e principalmente os casamentos, seguem uma linha de conduta ditada pela cultura de uma determinada sociedade. Para nos relacionarmos tantricamente é necessário, então, nos despirmos das personas psicológicas para que possamos nos entregarmos para o relacionamento de forma autêntica.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real

Porém, primeiro é necessário aprendermos a viver sozinhos. Você precisa se amar por inteiro. Não adianta você amar somente a sua parte boa e detestar a sua parte ruim. Se amar de verdade é amar tanto os seus anjos quanto os seus demônios. Assim você será uma pessoa inteira que se bastará a si mesma, não dependerá do outro para ser inteiro ou feliz. Uma pessoa que se sente uma metade sempre procurará outra metade para ser completa. Isso gera dependência e todos os jogos de poder para se ter segurança de que aquela pessoa (sua metade) será sua para sempre. Esse é o amor apego baseado na posse, muito conhecido como amor romântico.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real
Tantras arcanos 10 A RODA DA FORTUNA e 6 DE ESPADAS

Mas… se você está num relacionamento e ainda não aprendeu a se amar primeiro, fique onde está para começar de onde está. Lembremos a máxima tântrica e zen: tudo o que é, é. Tudo o que está acontecendo agora é exatamente o que deveria acontecer. Vejamos, então, como você pode fazer o seu relacionamento se tornar tântrico! O tantra arcano 10 A RODA DA FORTUNA pode nos auxiliar a compreendermos melhor. A roda, no seu aro externo, representa as mudanças inevitáveis da Vida. No seu eixo interno representa o seu centro, a sua essência divina imutável. Assim, precisamos nos adaptarmos às mudanças externas sem perdermos a nossa essência jamais. Isso tanto na nossa vida individual quanto nos nossos relacionamentos íntimos, sexuais, amorosos.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real

Você precisa refletir profundamente: até que ponto, no seu relacionamento, você está se adaptando ou você está se violentando somente para agradar o outro. Ou, até que ponto, você está forçando o outro a se comportar de uma maneira que está violentando a sua própria natureza? O tantra arcano 6 DE ESPADAS mostra os relacionamentos idealizados. O tantra, nesta carta, diz: abandone os ideais de relacionamento (fórmulas prontas) e caia na real, construa a sua própria fórmula de relacionamento. Invista na intimidade com o outro. Mas, às vezes, você tem intimidade afetiva e amorosa com o parceiro (a), mas o mesmo não acontece no plano sexual. Assim, é justo que você tenha outra pessoa para realizar as suas necessidades sexuais.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real

Nós somos seres poligâmicos por natureza. A monogamia é uma imposição social. Temos que dar um jeito para transgredirmos estas regras sociais, morais e religiosas, para podermos seguir o nosso coração. A fidelidade é importante? Mas é claro, mas, antes de mais nada, você deve ser fiel com você mesmo (a). Como ser fiel com o outro se não se é fiel consigo mesmo? O seu parceiro (a) de relacionamento estável deve saber do seu outro relacionamento? Sim, se ele (a) estiver aberto (a) a esta sinceridade. Se não estiver aberto, não deve saber… Não estou aqui ditando regras, estou apenas apresentando alguns exemplos. Tudo é muito relativo, há tantas variáveis quanto relacionamentos.

O mais importante é você crescer como pessoa em todos os sentidos. E isso representa evolução de consciência. A pessoa em crescimento está sempre mudando externamente para manter-se cada vez mais fiel à sua verdadeira essência ou natureza. Assim, os relacionamentos em crescimento também estão sempre mudando, se adaptando aos novos estímulos da Vida. O mais importante é perceber se as mudanças que estão acontecendo provêm do seu eixo mais interno ou provêm de estímulos e modismos superficiais da sociedade à sua volta. Você pode mudar para ser cada vez mais você mesmo (a) ou você pode mudar apenas para corresponder a uma expectativa externa. No relacionamento deve haver um consenso entre adaptação de um ao outro. Tudo deve ser consensual para que não haja opressor (a) nem oprimido (a). Haverá dor? Sim, mas há muita diferença entre a dor do crescimento e a dor do sofrimento.

Joel Munhoz (Elóy)

8 De Ouros – Qual É A Fonte Do Equilíbrio?

O 8 DE OUROS apareceu por aqui. Mazah, 8 DE OUROS!! Como está, amigo? – Vou bem, coisa e tal… E você? Mais ou menos, só um pouco desequilibrado hehe… Afinal, o 8 é o número do equilíbrio!! Equilíbrio dos mundos, diz a Cabala. Amigo 8 DE OUROS, diz aí: Qual é a fonte do equilíbrio? Opa, me surpreendi comigo mesmo ao fazer tal pergunta.! Brotou da barriga e não da cabeça. Pergunta foda! Dizem que o certo é fazer a pergunta certa. Não ansiar pela resposta, não esperar pela resposta, mas sim, fazer a pergunta correta.

8 de ouros - qual é a fonte do equilíbrio?

Você anda buscando por respostas? Anda por aí tentando resolver problemas? Pois saiba que a vida não se trata de um problema a ser resolvido. A vida é para ser degustada a cada passo no caminho. A vida é um profundo mistério que mexe com cada fibra do nosso ser. Não tente entender a vida, apenas viva o máximo que você puder, o seu mistério. O tantra arcano 8 DE OUROS nos disponibiliza este aprendizado a cada momento. O andar é sinuoso como a grafia do 8 e o deslocar-se da serpente. Para avançar ela se move para um lado e para o outro.

8 de ouros - qual é a fonte do equilíbrio?
Tantra arcano 8 de Ouros, a paciência, a perseverança no caminho. É melhor um passo certo do que mil passos incertos.

Este é o segredo do equilíbrio: andar para um lado e para o outro. Quem escolhe apenas um lado acaba se tornando radical e extremista. Se o equilibrista no arame pender só para um lado a sua queda é certa. O seu caminhar deve ser ora para um lado, ora para o outro. É tenso, na medida certa. Não pode haver tensão demais nem de menos. A sua consciência deve estar no aqui e agora, totalmente alerta. Qualquer descuido ou distração pode causar a sua queda. A mente deve estar junto ao corpo, não pode sair divagando por aí… E, se ela divagar, é só trazê-la de volta.

Qual é a fonte do equilíbrio? Ora, só pode ser o aqui e agora. A resposta surgiu de maneira clara. O equilíbrio não pode ser planejado, não pode ser uma estratégia. O equilíbrio só pode surgir do agora, do ventre da mãe Existência. Tem um tal de equilíbrio que é ensinado pelos bons costumes, pelas boas maneiras, pela moral social e religiosa, pelo politicamente correto, pela psicologia. Todavia, isto não é equilíbrio, é apenas condicionamento. Todo comportamento programado não passa de condicionamento e de prisão a uma determinada caixa do sistema.

8 de ouros - qual é a fonte do equilíbrio?

Você não pode treinar o equilíbrio diretamente, mas você pode treinar para ter equilíbrio. O treinamento para isto são as várias técnicas de meditação disponíveis no tantra que podem jogar você no seu centro vital. Somente quando você está centrado é que você pode estar em equilíbrio ou vivenciar o equilíbrio. O equilíbrio, portanto, é um subproduto do centramento. E, quando você está centrado, você está totalmente no aqui e agora… e vice versa. O 8 DE OUROS estimula a paciência, a perseverança, a construção do caminho, a atenção em cada passo… a valorização de cada transformação por menor que ela seja. E, aos poucos você vai descobrindo que o caminho e o destino são a mesma coisa.

Princípios Básicos Para A Prática Da Retenção Da Ejaculação

Reter a ejaculação é uma boa? Não é? Convido você para refletir comigo sobre o assunto neste artigo. É claro que todo homem sente um relaxamento físico, um desfalecimento, uma fraqueza, logo após ejacular. O homem é reto na sua constituição física, o seu órgão sexual é para fora, na forma de um pau. Quando ele ejacula é como se o pau estivesse pegando fogo e, por conseguinte, consumindo-se na sua própria energia. O pênis ou lingam é externo, a sua tendência, portanto, é colocar a energia vital para fora.

Princípios básicos para a prática da retenção da enjaculação

Há estudos na ciência médica que indicam que o homem, a cada ejaculação, perde até um miligrama de zinco, mineral importantíssimo que, entre outras funções, é responsável pela digestão de proteínas. As proteínas são os tijolos que constroem os músculos. Se a sua digestão se torna deficiente o homem sofrerá de sarcopenia, ou seja, perderá massa magra. Só para efeito de comparação, tomemos como exemplo a mulher. A sua constituição física é redonda, curvilínea. O seu órgão sexual é para dentro.

A forma da mulher é como a forma dos corpos celestes. Eles são redondos, curvilíneos, por isso conservam energia. Nas formas circulares, elípticas, redondas, curvilíneas… a energia é conservada dentro, não é jogada fora. Assim, para o homem começar nesta prática de reter a ejaculação, tanto na masturbação como na relação sexual, é necessário observar-se o equilíbrio, como em tudo na vida. Vá aos poucos, passo a passo, uma vez segura, retém… em outras vezes solta… Vá se experimentando, sentindo como o teu organismo reage.

Princípios básicos para a prática da retenção da ejaculação

Se obrigar a não ejacular por longos períodos certamente vai te trazer problemas. Você irá ficar mais tenso, angustiado, irritado, raivoso, violento… Cada organismo é diferente do outro. É preciso também levar em conta o estilo de vida de cada um, alimentação, atividade física, atividade profissional, idade, se a pessoa usa remédios que têm efeitos colaterais no aparelho genital urinário… A retenção da ejaculação, muito mais do que o simples fato de se conservar a energia vital, é um processo profundo de autoconhecimento sexual e espiritual.

Na masturbação, por exemplo: não toque somente o genital naquele frenesi de se livrar do tesão/tensão o mais rápido possível. Reserve um tempo para isso. Faça dessa prática um ritual, uma cerimônia, um culto ao Falo, ao Princípio Universal do Sagrado Masculino. Toque todo o teu corpo, descobrindo novas áreas que também são prazerosas. Você se tornará mais sensual, mais magnético, mais consciente, mais preparado para transar com a mulher, pois o tempo da mulher é mais longo do que a maioria dos homens criados e educados na cultura machista patriarcal.

Princípios básicos para a prática da retenção da ejaculação

Na masturbação, quando sentir que a ejaculação está vindo, respire fundo, olhos fechados, observe e sinta a energia sexual vital circulando dentro de você. Dessa forma você prolongará o ato, sentirá muito mais prazer, o seu corpo ficará mais vivo… E poderá ejacular no final ou simplesmente não ejacular. Lembremos que ejaculação não é orgasmo. Podemos ter orgasmo sem ejacular e, na maioria das vezes, ejaculamos sem vivenciarmos o orgasmo. O orgasmo é muito mais do que um breve alívio da tensão. É uma explosão de energia que relaxa o corpo inteiro. Relaxa e não te deixa fraco, pelo contrário, você se sente muito mais energizado.

Joel Munhoz Tarô Tântrico

(Elóy)

O Caminho Do Louco Tântrico Encerra Em Si Todos Os Paradoxos

Tarô tântrico caminho do Louco. O Louco? É… O Tarô Tântrico é o caminho do Louco. Você já começa vivenciando O Louco. O Louco se encontra no início, no meio e no fim. Você não tem uma meta no Tarô Tântrico. O caminho é a meta, o aqui e agora é a meta. Falei no vídeo anterior que O Louco é a consciência cósmica presente em todos os 77 tantras arcanos. Assim, qualquer arcano que você tirar, o arcano 0 O Louco estará lá olhando para você através da máscara de um ou de outro personagem.

Tarô tântrico caminho do Louco todos os paradoxos

Osho diz que precisamos ficar loucos de vez em quando para não enlouquecermos de verdade. O Louco encerra em si todos os paradoxos. Ele subverte a ordem estabelecida, não porque ele prefere a desordem. Acontece que essa ordem que a sociedade criou e cria é uma ordem falsa. É uma ordem que vai contra a ordem natural. A sociedade, a cultura, estão sempre contra o fluxo da natureza. Basta ver o caos em que está se tornando o planeta. Produzimos tecnologia, mas somos ineficientes para produzirmos consciência.

Tarô tântrico caminho do Louco bobo da corte que faz troça

O caminho do Louco tântrico encerra em si todos os paradoxosProduzimos miséria, pobreza, injustiça social e lixo, muito lixo. Isso é ordem? Não, em absoluto. O Louco está aqui para nos lembrar da nossa loucura em nos acharmos superiores à natureza. Esquecemos, no nosso orgulho, que também somos parte da natureza. O Louco ri da loucura dos homens. Ele faz troça. É o bobo da corte que expõe os ridículos do rei. O rei é o ego com todos os seus artifícios e artimanhas. O ego só é rei porque a consciência está dormindo. Aliás, a consciência nunca dorme, ela apenas está sufocada por toneladas de lixo produzido pela civilização que se distancia cada vez mais do divino e do natural.

Tarô tântrico caminho do Louco desvencilhando de tudo o que é excesso

Recordemos que somos muito mais SER do que ter ou fazer. A auto recordação de que somos divinos é fundamental. Mas, para isso, é necessário já irmos nos desvencilhando de tudo o que é excesso nas nossas vidas. Observe a bagagem do Louco. É ínfima, apenas uma trouxa onde vão os seus pertences mínimos de que ele necessita para empreender a sua viagem, a sua aventura, pelo plano terrestre. O Louco é um minimalista. O que interessa a ele é o divertimento da viagem e não o acúmulo de bens ao longo da viagem. Os afetos, as trocas emocionais e afetivas são muito mais importantes do que os julgamentos e a ansiedade competitiva para ser melhor do que os outros.

Tarô tântrico caminho do Louco aprender a desaprender

O caminho do Louco tântrico encerra em si todos os paradoxosO Louco é você na sua mais pura essência. Precisamos aprender a desaprender para reencontrá-lo no mais íntimo do nosso SER. Desaprender tudo o que a sociedade nos empurrou goela abaixo, e assimilamos como verdade. É necessário nos tornarmos como crianças novamente, nas palavras do mestre Jesus. Olhar para o mundo com olhos inocentes, com olhos puros. Uma boa técnica de meditação é começar por libertar o olhar de todas as imagens ilusórias induzidas pela cultura desumana e contrária ao natural e ao divino.

Tarô tântrico caminho do Louco técnica de meditação

Uma das 112 técnicas de meditação do Vigyan Bhairav Tantra, de Shiva (O Livro dos Segredos, comentado por Osho), consiste na prática do olhar do Louco. O olhar, a visão, é um sentido yang, masculino, agressivo. Você não pode olhar mais do que alguns segundos para um estranho. Se isso acontece a pessoa já se sente incomodada, invadida. Olhando como um louco o seu olhar se torna feminino. E é necessário uma energia feminina para que o Divino venha até você. Esta técnica de meditação possibilita que você limpe o seu olhar do filtro da mente condicionada por uma ampla gama de conceitos e preconceitos.

Tarô tântrico caminho do Louco olhos condicionados pela sociedade

O caminho do Louco tântrico encerra em si todos os paradoxosVocê passará a projetar menos e cada vez mais verá a vida como ela é. Sim, porque os seus olhos estão condicionados pela sociedade. Assim, você olha para as coisas, para as pessoas, para a vida, projetando o mundo que você carrega na sua cabeça, na sua mente. Você, então, vê o mundo que você quer ver, e não o mundo que é de verdade. Com a técnica da meditação do Louco você poderá limpar o seu olhar, a sua visão do mundo, da vida… Assim, olhe para os objetos,  as plantas, os animais, as pessoas… com o olhar desfocado, olhando sem olhar diretamente. Olhe ao longe, com olhar vazio… Olhe também para dentro de você mesmo com esse olhar vazio. Olhe para os seus pensamentos e sentimentos com um olhar interior que não se detém neles, mas que os atravessa por completo.

Tarô tântrico caminho do Louco olhar vazio de julgamentos

Antes de dormir, à noite, olhe para os acontecimentos e pessoas que fizeram parte do seu dia, seja de forma positiva ou negativa, também com um olhar de louco, vazio de julgamentos e interpretações. Você poderá praticar esta técnica em qualquer momento, em qualquer lugar. Procure lembrar ao longo do dia. Sempre que você lembrar pratique o olhar do Louco.  Quanto mais praticar, mais o seu olhar se tornará fluido, líquido… O seu terceiro olho (chakra ajna) estará se abrindo, pois esta técnica de olhar estimula a abertura do terceiro olho.

Tarô tântrico caminho do Louco a técnica não é a meditação

O caminho do Louco tântrico encerra em si todos os paradoxosLembre-se: a técnica não é a meditação propriamente dita. A técnica é uma ferramenta, um artifício para se enganar a mente. A meditação é o estado de bem-aventurança que se encontra além da mente. Toda técnica de meditação busca, é claro, o estado de meditação; busca o libertar-se da mente. É um estímulo para que isto aconteça. Porém, aqui está o paradoxo: não faça da técnica uma busca, um esforço ansioso. Apenas brinque com a técnica, sem nenhum objetivo. O objetivo se encontra no futuro e acaba frustrando a meditação. Aqui está O Louco para lembrar: A vida é uma brincadeira. A técnica de meditação também é uma brincadeira. Só assim o relaxamento e a meditação serão possíveis. Não trate a meditação como uma coisa muito séria. Se você não puder brincar com a técnica, então é melhor nem fazê-la.

Joel Munhoz Tarô Tântrico

(Elóy)

O Corpo Humano Foi Na Atlântida A Base Para A Cultura

O artigo anterior foi o primeiro sobre o aspecto ÁS DE OUROS EM VIRGEM. Este, portanto, é o segundo. Há que se ler o primeiro para se compreender este. Ficou algo no ar sobre a Atlântida. Diz o Ás de Ouros que nasceu na Atlântida. Sim, neste continente perdido cuja última porção de terra submergiu sob forte cataclismo há aproximadamente 12.000 anos, existiu uma civilização super avançada, não só em termos materiais, tecnológicos, como também sob o ponto de vista espiritual. Minha intenção aqui não é provar que existiu essa civilização. Não vou, portanto, citar obras nem autores, apenas Platão, nos seus diálogos Timeu e Crítias onde descreve o continente da Atlântida situada, por ele, próxima às colunas de Hércules (estreito de Gibraltar). Para mim, a Atlântida realmente existiu. O tarô e o tantra surgiram pela primeira vez na Atlântida; criados ali ou trazidos de outro planeta. Os governantes de Atlântida e muitos dos seus habitantes eram extraterrestres. Havia, naquela época, muitos sábios iluminados (cientistas e místicos) que conheciam a fundo o universo exterior assim como o universo interior.

O tarô é um mapa do universo. O ser humano é um universo em miniatura. O tarô, portanto, é um mapa do macro universo e do micro universo (homem). Descreve em minúcias toda a sua multi diversidade de energias. Vivenciar o tarô é tantra. Os atlantes praticavam com muita proficiência a máxima hermética atribuída a Hermes Trismegistus: “assim como em cima é embaixo.” Em cima é o macro universo físico e metafísico. Embaixo é o micro universo (homem) físico e metafísico. O corpo humano, portanto, foi a base para qualquer cultura. Foi na Atlântida e posteriormente na civilização drávida de aproximadamente 5.000 anos atrás no vale do Indo no noroeste da Índia. Hoje em dia, a maioria das culturas existentes é contra o corpo. Dessa forma, o corpo sofre nas mãos da mente. O corpo está sempre a cabresto da mente. Ora, se o corpo físico do ser humano é um micro universo é claro que precisa ser respeitado nas suas necessidades básicas. Somos mais do que um corpo físico biológico? Sim, é claro que somos, mas o corpo é a nossa base animal sobre a qual nos apoiamos para levarmos a cabo a nossa missão terrena. Sem ele, nada seria possível. Sem ele não estaríamos encarnados ou reencarnados. Não estaria eu escrevendo aqui nem você lendo aí. Nenhum filósofo, cientista, artista ou místico seria possível se não tivesse um corpo físico.

A Atlântida realmente existiu Ás de Ouros momento de renascimento

A Atlântida realmente existiu o tarô e o tantra surgiram na Atlântida

Um Einstein precisou dum corpo. Um Jesus precisou dum corpo. Um Buda precisou dum corpo. Um Leonardo da Vinci precisou dum corpo. Uma Simone de Beuvoir precisou dum corpo. Todos nós precisamos dum corpo para levarmos a cabo a nossa missão terrena, para realizarmos os nossos sonhos, para realizarmos o nosso potencial. E, no entanto, a cultura sempre está contra o corpo; a sociedade sempre está contra o corpo. O corpo está sempre subordinado às regras morais e sociais. As religiões organizadas foram criadas para sufocarem o corpo. O corpo é natureza pura. É por isso que a natureza está sendo eliminada do planeta. Na base disso estão as religiões criadas pelo homem. O homem inventou um deus para dizer que foi ele quem inventou as religiões. Mas nenhum deus inventou religião alguma. Afora as religiões espontâneas ligadas aos ciclos da natureza, da Mãe Terra, todas as outras religiões organizadas são fruto da mente humana, justamente para dominar outras mentes humanas que, dominadas e subjugadas, acabam por subjugar os seus próprios corpos. ÁS DE OUROS é ouros, é terra, é físico, é corpo. Ah, e também é dinheiro. No signo de Virgem ele fica reforçado em todos esses aspectos.

Se possuímos uma limitação física por doença ou acidente a vida fica mais difícil. Se possuímos limitações financeiras a vida fica mais difícil. Porém, cada pessoa traz o seu karma e ele (o karma) marca o corpo a ferro e fogo. Isso não quer dizer que devamos ficar sujeitos ao karma e sim fazer dele um aliado para a nossa evolução espiritual. Temos vários exemplos de pessoas que são deficientes físicos de nascença ou que se tornaram devido a acidentes que, ao invés de agirem como derrotados em depressão, dão a volta por cima e fazem do limão uma limonada. É claro que devemos levar em conta o tempo particular de cada um para se vivenciar a dor, se elaborar a dor. Esse tempo de elaboração da dor é importantíssimo e cada um deve ser respeitado no seu ritmo particular. ÁS DE OUROS é Um, é nascimento, é recomeçar. Não importa o momento que você está vivendo, se mais penoso ou mais bem aventurado. O momento sempre é de recomeço, de nascimento e renascimento. Não importa a sua idade cronológica, o que importa é a sua consciência de que tudo é novo a cada inspiração. Expiremos a velha vida e inspiremos a nova vida. A cada inspiração visualizemos o ÁS DE OUROS entrando com o ar inspirado e indo até às profundezas do ventre. É aí no ventre que ele se tornará semente e poderá se transformar numa fonte inesgotável de criatividade. Falarei mais sobre o ventre e os intestinos no próximo post. Até lá!

Joel Munhoz Tarô Tântrico

Deixe Que A Deusa Kali Tome Conta Do Seu Passado

Os céus estão distantes para você? Entenda-se por céus o bem-estar, a liberdade, o prazer de viver.  Lembrando também que não estou falando aqui de céu físico, mas de céu interior. O céu, a terra, o inferno, a amplidão do espaço, o bem-estar, a dor, a alegria, a tristeza, todos esses espaços e dimensões infinitas estão dentro de você. Respire fundo. Está conseguindo? Sua inspiração está realmente indo fundo ou ainda está meia boca? Solte o ar antigo pra fora. Isso, solte pela boca. Sopre com força. Livre-se de tudo o que é velho. Livre-se do passado. Sopre com força para bem longe. Deixe que a Deusa Kali tome conta do seu passado. Já viu a deusa Kali? A suprema deusa do tantra? É essa mesma, com muitos braços e uma expressão furiosa no olhar. A sua fúria é plena de compaixão, pois ela é senhora do tempo. Ela destrói e transforma o seu passado para trazer a sua atenção para o presente, único momento em que a Vida acontece de verdade.

Vamos compreender um pouco mais esta coisa de passado. Todo mundo tem um passado, certo? Tem um aspecto do passado que é bom. O passado relacionado à memória factual ou física. Este é bom. Já imaginou se você não lembrasse o seu nome, o seu endereço, o conhecimento necessário para a prática do seu trabalho ou ofício, o nome do (a) seu (a) esposo (a), não lembrasse dos seus pais, dos seus filhos, dos políticos que só fizeram merda com os seus mandatos e não merecem mais o seu voto? Ou as ações que você tomou e não deram certo? A experiência nas mais diversas áreas da vida é que nos permite ir burilando a nossa habilidade e nos tornando mais maduros. Esse passado é bom, é útil. Uma pessoa que é acometida de amnésia fica em maus lençóis certamente. Precisará da ajuda de terceiros para poder se mover na sociedade.

Livre-se do passado relacionado à memória psicológica

Mas tem outro aspecto do passado que é uma droga. É o que está relacionado à memória psicológica. É a interpretação ou racionalização da sua mente em relação às mais diversas situações que você viveu. Um trauma, por exemplo: você passou por uma situação difícil, frustrante, decepcionante, desagradável, que causou muita dor. Você não consegue esquecer isso. Ou, às vezes, a situação é tão traumática que a pessoa esquece totalmente. Esse esquecimento é necessário para ela poder prosseguir na vida. Mas isso não significa que o trauma não esteja bem estabelecido a nível inconsciente. Trabalho com regressão terapêutica e isso é um fato muito comum. Submetida a um trabalho de regressão a pessoa lembra de fatos que não sabia – a nível consciente – terem acontecido com ela. E esse trauma inconsciente fica dominando a vida da pessoa, fica ditando o que ela deve fazer ou não. É o que denominamos de comportamento inconsciente ou automático. Você reage da mesma maneira a determinados tipos de situações.

Livre-se do passado receba o presente

Esse tipo de passado é muito nocivo e está sempre se imiscuindo no presente, aliás, não deixa você viver o presente onde tudo é novo e fresco como o orvalho da manhã. Você não precisa carregar esse passado. É um fardo muito grande que drena a sua energia vital. Podemos nos livrar do passado em qualquer momento. Não há necessidade de nos retirarmos para algum lugar isolado ou ficarmos numa posição específica. Isso também é bom, mas não podemos esperar por um momento ideal para exercitarmos o desapego. Se você puder, ok, faça alguma técnica de meditação que melhor se adapte ao seu jeito de ser. Mas, em outros momentos, você também pode exercitar o deixar ir.

Sempre que você tomar consciência de que algum fato passado o está perturbando, inspire e viva isso profundamente. Então expire e solte para a deusa Kali. Essa prática pode ser feita em segundos, no trânsito, numa fila, no ônibus, no avião, em casa, no trabalho, num ambiente social, etc. Inspire e vivencie a preocupação do passado profundamente. Expire e solte para a deusa Kali. Sinta que a deusa Kali está aí ao seu lado pegando o seu passado, o devorando e o transformando em presente. Receba o presente das muitas mãos da deusa Mãe e diga mentalmente: eu me perdoo. Só você pode se perdoar, ninguém mais pode fazer isso por você. Seja grato à deusa Mãe ao receber o presente das suas mãos. A Vida é um presente que ganhamos apenas estando no presente.

  • Texto escrito sob a inspiração do tantra arcano 13 A MORTE.

Livre-se do passado receba o presente

Joel Munhoz Tarô Tântrico