O Mago Fazendo A Magia Da Morte

Que tal O Mago e A Morte?! Que dupla maravilhosa! Um não vive sem o outro… A própria magia da vida não pode excluir a morte, pois… a morte não é a serva da vida? Tu já imaginaste a vida sem a morte? Seria uma confusão dos diabos. A morte produz a transformação dos corpos em outros corpos, das formas em outras formas… Enquanto isso a Vida troca de roupa para se renovar sempre. Quanto maior for a nossa consciência da morte, ou seja, da nossa finitude terrena, maior será a nossa consciência da vida, e só então poderemos apreciar com mais intensidade e totalidade o milagre da vida, a magia da vida. O tantra arcano 1 O MAGO está presente no número 13 – o número do tantra arcano 13 A MORTE. Vejamos um pouco da sua numerologia:

O mago fazendo a magia da morte

1 O Mago, 3 A Imperatriz: 1, o início de todas as coisas, o nascimento, a magia da vida acontecendo aqui e agora; cada um de nós tem o potencial de realizar a magia com aquilo que temos à mão no momento. 3, a neutralização dos opostos, o equilíbrio, a perfeição, o caminho do meio, a concretização, a manifestação, o retorno à unidade, e também o nascimento, assim como o 1. O Mago fecundando a Imperatriz. Com o 1 e o 3 um ciclo de vida se completa – morte e renascimento. O Mago deve ter a consciência da Mãe universal. Isso quer dizer que, ao realizar a sua magia, ele não deve desejar a alegria, o prazer, a realização, o bem-estar, a felicidade… somente para ele. Ele deve desejar que todos, que toda a humanidade – não somente os seus familiares e amigos – também recebam as riquezas materiais e espirituais. Magia negra é desejar as coisas boas somente para si e para a sua bolha; alta magia é desejar que toda a humanidade seja saudável e feliz.

O mago fazendo a magia da morte

Essa atitude – 1 O Mago – está em harmonia com a Grande Mãe (tantra arcano 3 A Imperatriz), pois qual é a mãe, realmente digna desse nome, que faz distinção entre um filho e outro? Se alguma ou outra mãe humana faz, é certo que a Grande Mãe Existência (Sagrado Feminino) não faz, pois todos nós – santos ou pecadores, justos ou injustos – somos seus filhos. Ela se aperfeiçoa e se realiza através de nós. Cada um de nós é um mago, uma maga… Nossa missão é canalizar a energia divina, a luz divina, presente em tudo. Tu podes fazer isso em qualquer momento, em qualquer atividade que estejas realizando. Basta se conscientizar de que tu és um canal da energia da Grande Mãe e do Grande Pai. Deixa o teu ego de lado e foca na tua consciência! Permite que a Luz Maior passe através de ti e se espalhe por todo o globo terrestre, estimulando a luz de cada pessoa a acordar!

O mago fazendo a magia da morte

Procedendo dessa forma tu estarás morrendo para o passado. Essa é a morte a serviço da vida. Somente vivemos de verdade quando vivemos no presente. Assim, nos perdoamos por todas as nossas falhas passadas, e perdoamos também os outros. Tudo o que vem para nós, aqui e agora, é lucro, mesmo se for algo desagradável, pois temos a certeza de que passamos somente por aquilo que temos que passar, seja por carma, seja por aprendizado… Gratidão é a nossa melhor oração. E isso não tem nada a ver com acomodação. Na verdade é a maior rebelião. Acomodação é viver de maneira automática, sempre reagindo a tudo. Rebelião é viver com consciência de que tudo o que acontece é necessário. Assim, poderemos responder à altura do momento. Afinal, não será eu nem tu quem estará fazendo – o ego. Será o Divino tocando a sua eterna melodia através de nós.

Joel Munhoz (Olói)

A Lua Nos Ajuda A Enxergarmos No Escuro

Quem tem medo da escuridão aí? Quanto mais agarrados aos condicionamentos, às opiniões, às crenças, aos deves e não deves (ao ego), mais medo temos da escuridão. Por que? Porque a escuridão é o desconhecido. Entrar na escuridão é entrar no desconhecido e só pode entrar no desconhecido quem conheceu a si mesmo, pelo menos a algum grau. A mente quer controlar tudo… pobre mente! Não consegue perceber que, por mais brilhante que seja, é apenas um grão de areia na existência. A Vida é muito mais sábia do que todas as mentes. O tantra arcano 18 A LUA é a noite negra da alma, o derradeiro portal de iniciação… sim, porque depois surge o sol.

A lua nos ajuda a enxergarmos no escuro

Momentos de muita confusão são vivenciados nesta dimensão da Lua. Se tentarmos sair dela, ficaremos ainda mais confusos e, para não enlouquecermos nem entrarmos em pânico, nos agarraremos à primeira tábua de salvação que passar por nós. Se assim procedermos estaremos abortando um magnífico aprendizado, estaremos desperdiçando uma oportunidade de deixarmos o passado para trás. É um momento muito rico para nos livrarmos do velho ego, se não totalmente, pelo menos um pouco mais… Assim, aproveita a escuridão e te joga nela. Vai devagarinho, se acostumando aos poucos… Faz da confusão a tua aliada que ela te mostrará os seus mistérios.

A lua nos ajuda a enxergarmos no escuro
Tantra arcano 18 A Lua, a visão interior

A confusão tem o poder de desmontar os nossos condicionamentos. Que maravilha, né… se livrar dos condicionamentos, respirar livremente o ar puro da vida pura… A confusão tem o seu próprio tempo. Te permite ficar confuso (a) o tempo que for necessário! Tu sairás naturalmente da confusão no momento em que ela terminar o seu trabalho de te tornar mais puro (a). Ao passarmos pela noite negra da alma da confusão, podemos ampliar nossa consciência cósmica – o que somos de verdade – e a nossa percepção extra sensorial. Mergulhando no escuro somos obrigados a abrir o olho de Shiva, a terceira visão, e ressuscitar os nossos dons adormecidos. Afinal, é no ventre escuro da mãe Natureza que podemos nos recriar e virmos à luz de uma maneira totalmente renovada.

Joel Munhoz (Olói)

Sexo Tântrico Não É Receita De Bolo, É Um Caminho Único

O que é sexo tântrico, afinal? É uma receita de bolo, uma fórmula mágica, que basta decorar e sair aplicando por aí? Precisa ter um (a) parceiro (a) assim ou assado… iluminadão (ona), shivão, shivona, shaktiona, shaktião…!!? Não sei não, aliás… eu sei um pouco. São 30 anos de estrada no caminho do autoconhecimento tântrico, tenho muito o que aprender ainda, mas aquele pouco que sei, através da experiência em atendimentos aos meus clientes, e na minha própria prática pessoal, gostaria de compartilhar contigo. Não sou dono da verdade, mas posso compartilhar a verdade que a minha consciência conseguiu abarcar até agora.

Sexo tântrico não é receita de bolo, é um caminho único

Recomendo os livros “Tantra, o Culto da Feminilidade” de André van Lysebeth, e o Livro dos Segredos (5 volumes), que é o Vigyan Bhairav Tantra comentado pelo Osho. Tem muito conteúdo nestes livros – são meus livros de cabeceira – que tu já podes começar a aplicar na tua vida. Em primeiro lugar, tantra não é fórmula mágica que serve para todos, tipo autoajuda… Tantra é prática, é técnica, é o aqui e agora a todo momento… Tantra é um caminho de autoconhecimento que te ajuda a descobrir o teu próprio caminho. Cada um de nós é um ser único expressando as glórias do universo. Em segundo lugar não precisa ter um ideal de parceiro (a). Se tiver, é claro que o (a) parceiro (a) precisa também estar praticando o tantra. Se não tiver parceiro (a), começa praticando contigo mesmo (a), é ótimo descobrirmos a nós mesmos para depois descobrirmos o outro, pelo menos a algum grau de descoberta…

Sexo tântrico não é receita de bolo, é um caminho único
Jogo na mandala astrocabalística tarotântrica explicando o sexo tântrico. Consta no vídeo abaixo do texto.

Nossa mente funciona nas polaridades. Uma é o profano e outra é o sagrado. Em outras palavras, a mente oscila entre a putaria e a santidade. Mas o conceito de sagrado ou de santo, da mente, não tem nada a ver com o sagrado de fato. O tantra é a transcendência da mente, do ego. É necessário vivermos as polaridades com totalidade para podermos transcender, pois somente vivendo a dualidade – as polaridades – por igual, podemos neutralizá-las e, assim, nos libertarmos delas. Lembremos que luz espiritual não é ausência de sombra, é o equilíbrio entre a luz e a sombra. Dá uma olhada no vídeo que tu poderás compreender melhor. Gratidão, namastê!

Joel Munhoz (Olói)

Amar O Corpo É Descobrir Os Segredos Da Natureza

Tu gostas do teu corpo? Já fizeste amor com o teu corpo? Infelizmente o nosso corpo é muito desprezado e, quando é valorizado, esse valor acontece somente a nível exterior. A maioria das pessoas anseia por ter um corpo bonito, só por fora… Por dentro, aí são outros quinhentos… Às vezes o corpo é bonito por fora (na juventude), mas não é saudável; às vezes as pessoas são atletas, mas não têm corpos saudáveis. Nosso corpo é o que temos de mais concreto, como então não cuidar dele? O teu corpo precisa estar em boas condições para que tu possas fazer todas as outras coisas que tu desejas fazer na vida. É como cuidar do teu carro. Se tu não cuidas direito dele ele estará sempre dando pane e te deixando a pé. E tem gente que cuida muito mais do carro do que do próprio corpo… Bueno, tem louco pra tudo, cada um com a sua loucura – eu também tenho a minha – mas o importante é fazermos da nossa loucura uma coisa legal e gostosa, uma loucura deliciosa ou uma delícia de loucura.

Amar o corpo é descobrir os segredos da natureza

Fala-se muito por aí que precisamos nos amar. Ama a ti mesmo, porque se não amares a ti mesmo como poderás amar o teu semelhante? Pois então… precisamos começar a amar o nosso corpo. Cada um tem o corpo que merece ter. Quando eu era jovem eu não aceitava o meu corpo. Queria ser mais alto e mais forte. Mais forte eu consegui me tornar (sem exagero), abaixo de musculação, até porque eu era franzino quando adolescente. Porém, mais alto não tem jeito, né… Hoje aceito meu corpo de boas… E me sinto mais saudável hoje (do alto dos meus 62 anos) do que na minha juventude. Com o meu trabalho com o Tarô Tântrico venho me aprofundando no meu corpo. Cada mergulho no corpo é uma aventura. Sempre descubro mares nunca dantes navegados, multiversos e portais transdimensionais… E como tem coisa ainda para descobrir…!!! São mundos dentro de mundos. Podemos descobrir, na prática, que o nosso corpo é, de fato, um universo em miniatura.

Amar o corpo é descobrir os segredos da natureza

O tantra arcano CAVALEIRO DE PAUS abre o peito e se joga na Vida. Quanto mais amamos o nosso corpo mais amamos a Vida. Afinal, a Vida se manifesta no seu ápice físico – no plano terreno – nos corpos humanos. Consciência corporal é igual a amor, que é igual a juventude. Não importa a nossa idade biológica e cronológica, o nosso espírito é sempre jovem. Esta percepção possibilita que as pessoas, em idade mais avançada, se sintam velhos jovens. Com certeza podemos ser saudáveis e termos qualidade de vida na velhice. Infelizmente as mais diversas culturas, salvo exceções, são contrárias ao corpo. O corpo, coitado, anda a reboque da mente. A mente quando é idolatrada se torna um ego tirano do corpo e da consciência. Uma mente só é saudável quando é amiga do corpo. O corpo possui uma inteligência fantástica: a inteligência biológica ou inteligência do instinto. Quando somos amigos e amantes do nosso corpo ele compartilha conosco os segredos da natureza.

Amar o corpo é descobrir os segredos da natureza

A inteligência instintual, animal, foi sufocada por toneladas de bugigangas intelectuais. Precisamos lembrar que a base do humano é o animal, e a base do divino é o humano. Amemos o animal, pois ele é as nossas raízes fincadas na natureza e na Existência. Sem ele nenhum intelecto é possível. Tu já imaginaste um intelecto andando sozinho por aí? Ama o teu corpo, pega o teu corpo, agarra o teu corpo. A automassagem é sensacional para despertar regiões do corpo que estão mais adormecidas. Normalmente as memórias traumáticas ficam entranhadas nas células e criam couraças emocionais nos músculos. O tantra arcano 16 A TORRE nos ajuda a colocarmos por terra a tirania da mente sobre o corpo. Compreendemos, afinal, que mente e corpo não são entidades separadas. A mente, assim como a consciência, está presente em cada célula do nosso corpo. Podemos dizer que a mente é o corpo em estado sutil, e o corpo é a mente em estado denso. E consciência é a percepção de que temos um corpo/mente, mas não somos nem o corpo nem a mente.

Joel Munhoz (Olói)

Todos Os Rituais Da Vida: Vida, Morte E Sexo

A Vida se manifesta num ritual constante e espontâneo. Tudo tem uma causa e nada acontece por acaso. Somos pequenas vidas inseridas no Todo da Grande Vida. Não tem nenhuma lógica as pequenas vidas terem objetivos diferentes da Grande Vida da qual são partes integrantes. Mas é isso o que realmente acontece quando estamos prisioneiros da tirania da mente/ego. O tantra arcano 12 O PENDURADO nos ensina a nos entregarmos totalmente para a Grande Vida, a Mãe Existência. Para isso acontecer é claro que precisamos rejeitar a “vida” artificial (fake) criada pela sociedade oriunda de um sistema matrix que mantém os seres humanos adormecidos para as verdadeiras realidades da Vida.

Todos os rituais da vida: vida, morte e sexo
Saiu na jogada mais os tantras arcanos:
– 6 de Copas: ritual da vida
– 7 de Copas: ritual da morte
– Rei de Copas: ritual do sexo

É interessante lembrar que a rendição total ao Universo não é coisa de gente fraca que não vendo mais nenhuma saída para as suas pequenas vidas resolve se render, se entregar. A rendição, a entrega, o deixar-se levar pela Vida verdadeira requer uma força e uma coragem descomunais. Lembremos que antes do tantra arcano 12 temos o tantra arcano 11 A Força. É isso mesmo, a Entrega vem depois da Força, ela somente é possível quando descobrimos que a nossa própria Força é a Força do Universo, do Divino, da Deusa, do Deus… Assim, quando estamos nos rendendo para o Divino estamos nos rendendo àquilo que somos de verdade. É quando eu me entrego para mim mesmo, é quando tu te entregas para ti mesmo.

Todos os rituais da vida: vida, morte e sexo

Aí não precisamos mais forçar nenhuma barra, podemos apenas nos deixar levar pelo ritual da Vida, da Morte e do Sexo que ocorrem naturalmente. Sim, Vida, Morte e Sexo têm tudo a ver, são interdependentes, se comem, se devoram, se retroalimentam… Quando tu entras profundamente na Vida, tu entras também na Morte e no Sexo. Viver de verdade é se arriscar a morrer. Quem não morre para o passado não pode viver no presente que é o único momento que temos. O Sexo é o motor da Vida. Negando-o tu estás também negando a Vida. Quando entramos profundamento no Sexo podemos conhecer a Vida e a Morte. Curtir o “durante” do Sexo, e não apenas o final, é curtir a Vida. O orgasmo, e não a ejaculação, é curtir a Morte. No orgasmo fluímos para fora da tirania da mente. Nesse momento somos um com o (a) parceiro (a) e com todo o Universo.

A Vida É Uma Calcinha Enfiada No Traseiro

A Força surgiu e, com ela, a luxúria, a volúpia… A Força é luxuriante, é voluptuosa… A Força saca a energia altamente concentrada que se esconde lá no fundo do ser da criatura e faz com que ela volte novamente a sorrir. Mas, sobre que tipo de força trataremos hoje aqui? A força do tesão, companheiro e companheira! Aliás, existirá alguma força no universo que seja destituída de tesão? Dificilmente… Pela minha própria experiência, impossível… arrisco a dizer. O tesão sexual está na base de tudo. O amor, por exemplo. Ninguém poderá vivenciar as alturas do amor sem nunca ter mergulhado nas profundezas do tesão erótico e sexual.

A vida é movida a tesão, na atração irresistível entre os opostos. O casal Shiva/Shakti está presente em tudo, em todas as reações químicas e alquímicas do universo. Tudo está em constante movimento das forças de atração e repulsão. Achei na internet uma frase que me chamou a atenção. A princípio dei uma boa duma risada. Depois, senti que poderia ter uma profundidade escondida sob tal frase. A dita cuja frase é: “A vida é uma calcinha enfiada no cu.” Substituí pela palavra traseiro no título para evitar problemas com alguns setores… Po, quanta profundidade, você não acha? Bom, vamos tentar nos aprofundar no conceito com a ajuda do tantra arcano11 A FORÇA. Esse tantra arcano mostra a dualidade dos opostos através dos dois números UM (11). No caso aqui, então, fica assim: uma polaridade é a calcinha e a outra polaridade é o cu.

A vida é uma calcinha enfiada no traseiro


A calcinha sente uma atração irresistível pelo cu que, pacientemente, espera pelo momento em que sentirá a maciez da textura do seu tecido roçando-lhe e cobrindo-lhe prazerosamente, com muita afeição e carinho. A vida é um todo de tantas e infinitas coisas que constituem um mosaico universal. Pois então, uma delas é a calcinha e, a outra delas, é o cu. Acaso pensais vós que a calcinha não é algo sagrado? Que o cu não é algo sagrado? Se assim pensais, estais redondamente enganados, pois tudo o que existe é importante e sagrado.


Tanto a mulher santa quanto a mulher pecadora possuem um cu… e usam calcinha. E tem cada santa pecadora, gostosas que só elas… E tem cada pecadora santa, verdadeiras deusas encarnadas na terra… Opa, e os homens, estão fora dessa? Só porque não usam calcinha? Mas os homens adoram uma calcinha; veja bem, calcinha… não calçola. Os homens adoram tirar a calcinha da mulher, enquanto a mulher fica pensando: “ai, que delícia, ele está baixando a minha calcinha…” E quando a mulher está de bruços então… primeiro o homem admira o conjunto mulher/calcinha, depois, vai tirando lentamente (a calcinha), enquanto esfrega delicadamente o rosto na bunda da fêmea, mulher e deusa, para depois, separar-lhe (gentilmente) as nádegas e cheirar e beijar o seu cu.

A vida é uma calcinha enfiada no traseiro


Também temos o nosso lado animal, o nosso lado cachorro que adora cheirar os cus das cadelas. Por isso é importante que os cus estejam sempre limpos e cheirosos. Porém, existem também os homens que adoram usar calcinha. Sim, porque fantasiar com cueca não está com nada, você não acha? Cueca é um artigo grotesco, sem nenhum atrativo. Uma calcinha bem transada, por sua vez, enche os olhos… e também o cu, é claro. Então, tem homem que usa calcinha, de vez em quando. Não que necessariamente ele seja viado. É claro que tem viado que usa calcinha; os travestis, por exemplo; assim como tem viado bem macho que detesta que homem se vista de mulher. Tem de tudo neste mundo. E isto é uma maravilha. Já pensou se tudo fosse a mesma coisa, como querem os comunistas e os religiosos fundamentalistas? Seria uma chatice só. Sem a liberdade de expressão das calcinhas e dos cus a vida não teria nenhuma graça.


No fundo, todos nós somos apaixonados pelo feminino, com calcinha e tudo. Mulheres… homens… de todas as orientações sexuais, somos todos apaixonados por mulheres, por calcinhas e por cus. É uma atração irresistível que, se somos contrariados, já saímos com esta: “ah, vai tomar no teu cu!” O cu e a calcinha fazem parte do imaginário erótico de todos os povos. Tem também o homem machista que adora ver uma gostosa com a calcinha enfiada no cu, mas a mulher dele não pode mostrar-se em público num minúsculo fio dental. E quando vê uma mulher mais velha ou nem tão gostosa assim, com uma minúscula calcinha, acha feio e ridículo. Democracia já! Todas as mulheres têm direito a usarem as suas calcinhas enfiadas no cu e também de tirarem as calcinhas do cu quando bem entenderem porque, afinal, tem um momento em que o cu precisa ficar longe da calcinha para poder respirar mais aliviado. A calcinha enfiada no cu também pode representar um estorvo do qual precisamos nos libertar. Portanto, se for prazeroso, use, abuse e se lambuze; se for um incômodo, livre-se dela o mais rápido possível.

A vida é uma calcinha enfiada no traseiro
Tantra arcano 11 A Força – a mulher e o leão. O tesão sexual, a vitalidade, a resistência, as raízes fincadas na Existência, na Natureza.


Olha que tão bela e profunda mensagem nos trouxe o tantra 11 A FORÇA! Esse tantra nos harmoniza com a energia animal – que nos sustenta – e que é a grande geradora da vida no plano físico, bem como de qualidades como a fé, a coragem, a vitalidade, a resistência, a saúde, a entrega, a vontade, a dança, a alegria, etc. Uma pessoa jamais poderia ter essas virtudes se, antes, não tivesse um cu. O chakra básico (muladhara) se situa na região do períneo, na base da coluna vertebral e também do cu. Além da grande importância fisiológica do cu, como aparelho de saída dos dejetos sólidos do organismo, é digno de destaque a sua importância energética, psíquica e espiritual que nos dá raízes fincadas na existência, que nos sustenta quando as tormentas querem nos arrancar do caminho e que, enfim, sustenta as nossas pernas e os nossos pés porque, sem eles, não vamos a lugar nenhum. Viva as calcinhas e os cus!

Libertando O Sagrado Feminino O Mundo Se Torna Livre

Opa, Sagrado Feminino, o que vem a ser, afinal? É a verdadeira essência do feminino, muito além do seu estereótipo fabricado pela sociedade patriarcal e machista. Todos nós, homens e mulheres, somos femininos e masculinos na nossa psique. Porém, o Sagrado Feminino é muito mais ancestral, é ancestralidade de alma. A mulher, no conceito do Sagrado Feminino, ocupa um papel de destaque – sagrado e profano – na sociedade humana. Somente ela tem o dom de gerar e dar à luz a um novo ser. Isso é divino. Mas ela também tem o dom de iniciar o homem nos mistérios do sexo, muito além da sua mente ansiosa e imediatista. O homem comum, no momento do sexo, está ansioso pela penetração e, logo a seguir, pela ejaculação.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Mas o homem, que desce da sua arrogância machista e se deixa iniciar pela mulher, aprende as verdadeiras delícias do sexo. Assim, a meta fica em segundo plano, o que ele quer curtir mesmo, é a viagem. Não há melhor tratamento para ejaculação precoce do que deixar-se contaminar pelo Sagrado Feminino. As carícias, os toques, mãos que tocam e agarram com sutileza, amor, afeto, e também com pegada selvagem. O equilíbrio entre a força e a sutileza, entre o masculino e o feminino, deslizando pelos corpos que expressam o seu tesão, a sua vitalidade; estado de alerta, consciência da respiração e de todas as sensações e sentimentos possíveis. Isto é Sagrado Feminino.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O Feminino estereotipado oscila entre o papel da mulher submissa aos desejos e vontades do macho e o papel da mulher que se tornou masculinizada só para conquistar os mesmos direitos civis do homem. Ambos os papéis são fortalecedores do machismo. Vamos refletir juntos sobre a sexualidade feminina. E também masculina, porque uma não existe sem a outra. A sociedade tem uma visão muito deturpada sobre amor e sexo. Usando dogmas morais e religiosos obrigaram as pessoas a serem propriedade umas das outras nos relacionamentos. Vejamos o modelo convencional de relacionamento: duas pessoas se apaixonam (heterossexuais), se casam perante a justiça e a igreja, e juram fidelidade para sempre. Ora, isso já constitui uma violência contra os hormônios sexuais, contra a biologia, contra a inteligência do instinto e, por conseguinte, contra o Feminino Sagrado Ancestral e Selvagem.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Sim, porque o Feminino Sagrado, antes de mais nada, é selvagem. Tanto que para ilustrá-lo há muitas deusas selvagens, como por exemplo: Kali e Lilith, e demais deusas dos reinos e elementos da natureza das mitologias de todos os povos. Terá o selvagem realmente a conotação “selvagem” que damos para eles? Certamente que não, pois eles são, em muitos aspectos, muito mais civilizados e humanos do que nós. As culturas precisam ser libertadoras e não castradoras da nossa liberdade natural, divina e cósmica. Não é isso o que se verifica no nosso mundo civilizado. Devemos regredir e voltarmos a viver como selvagens? Não, é claro que não, mas podemos muito bem aprender – ou reaprender – com eles, com os povos originários, a nos harmonizarmos novamente com os ciclos femininos da mãe Natureza.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

Em nossa arrogância intelectual nos vemos separados da natureza e, por conseguinte, precisamos dominá-la. “Santa” ignorância! Este comportamento nada mais é do que dar um tiro no próprio pé. No meu ponto de vista quem colaborou muito para nos distanciarmos da natureza – e de nós mesmos – foi a Santa Madre Igreja, que de santa não tem nada. A estratégia usada foi distanciar as pessoas da sua própria energia sexual. Assim, a nossa energia sexual, que é natureza pura, instinto puro, foi pervertida em sexualidade doentia. Transformaram a mulher (a Sacerdotisa iniciadora nos mistérios do sexo e do amor) em prisioneira e objeto sexual do homem. Quando uma massa crítica de mulheres se libertarem desse jugo milenar, libertarão a sua própria energia sexual, retornarão ao seu estado original de putas sagradas, serão novamente caçadoras… O mundo, então, se tornará livre.

Libertando o sagrado feminino o mundo se torna livre

O poliamor está aí, batendo na bunda… Ninguém é dono de ninguém. Podemos amar uma pessoa, duas pessoas, ou até mais… E podemos nos relacionar sexualmente com mais pessoas. Por que não? Afinal, o sexo não é uma brincadeira biológica? Desde que haja consenso entre as partes, atração e tesão, está valendo… para todas as identidades de gênero e orientações sexuais. Todos somos putos e putas sagrados. Assim, a traição e a infidelidade são eliminados naturalmente. A pluralidade de experiências sexuais e amorosas é enriquecedora para todas as pessoas. Desde que haja abertura, honestidade e autenticidade. Se torna doentia quando é feita às escondidas, reprimida por regras morais e religiosas… Esta é a razão de todas as perversões sexuais. O poliamor e os relacionamentos abertos são promíscuos? Posso dizer, com experiência própria, que não. Quanto mais liberdade se tem para os relacionamentos, mais nos tornamos seletivos, e essa seleção não vem da mente/ego, é algo natural, proveniente do tesão, do coração e da consciência.

Joel Munhoz (Olói)

O Sexo É Um Caminho Espiritual, Vale A Pena Percorrê-Lo

A energia sexual é a energia mais poderosa que temos neste plano terreno. Ela é a responsável pelo prazer de estarmos vivos, aqui e agora. A Vida dá continuidade a si mesma através do sexo. O amor físico é sexo. O tesão de viver, conquistar, criar, procriar, cultivar, construir, etc., é sexo. Alguém poderá dizer: mas e o espírito, a energia espiritual, não é a mais importante? Sim, com certeza. Mas, para o tantra, energia sexual e espiritual são a mesma energia. Assim não há briga para ver quem é a mais importante, não é mesmo? Energia vital é a mesma em todos os reinos e dimensões, apenas ela se manifesta em diferentes frequências de vibração ou em diferentes oitavas do teclado cósmico. O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo.

O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo

A energia sexual vivenciada pelas pessoas é a sexualidade. Cada um tem a sua. Cada pessoa é uma identidade de gênero no âmbito da sexualidade, não há ninguém igual. O tantra trabalha a libertação da sexualidade compulsória para que você vivencie a sua energia sexual de uma maneira livre. Ser liberto da sexualidade não significa que você se torne um abstêmio sexual, significa que você vivencia a sua energia sexual sem ser dela um escravo. Afinal, o sexo é bom, mas não é tudo. Há tantas outras coisas maravilhosas na vida para serem curtidas e desfrutadas. Mas, para descobrir isso é necessário ir fundo no sexo. Vivenciar com consciência, vivenciar o prazer não só pelo prazer, mas com a intenção de aprender, de se conhecer a fundo.

O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo

Assim, chegará um momento em que você se cansará do sexo. Aí é o momento da libertação, de respirar acima do sexo. Mas enquanto o apelo sexual estiver forte é preciso navegar e mergulhar nele, porque se você tentar se abster haverá repressão. O tantra é o caminho da libertação, da iluminação, que precisa ser trilhado passo a passo. Cada passo tem a sua própria alegria e tristeza… e beleza. Sim, beleza… podemos vê-la e senti-la tanto na alegria como na tristeza. Basta aceitarmos totalmente, tanto uma quanto outra. A lei do três ou do triângulo exemplifica bem isso. Há um tempo para fazer sexo (1) e há um tempo para se abster do sexo (2). Tanto o fazer quanto o não fazer devem ser feitos com muita consciência, muita presença.

O sexo é um caminho espiritual, vale a pena percorrê-lo
Tantra arcano Rei de Espadas: a “segurança” do sexo machista idealizado pela cultura patriarcal.

Assim, após o fazer e o não fazer surgirá um terceiro elemento (3) que independe da tua vontade. Você será jogado (a) num vácuo de transcendência (pequena iluminação). É nesta terceira ponta do triângulo que acontece a lucidez, a clareza, a percepção, a libertação, o divino… O fazer e o se abster (dualidade) são importantes para que você seja jogado (a) além da dualidade. Esse é o passo a passo de que falei anteriormente. A libertação é gradativa, a iluminação é gradativa, assim como uma jornada cumprida é o resultado de todos os passos que foram dados para concretizá-la.

Joel Munhoz (Elóy)

Relacionamentos Tântricos / O Ideal E O Real

Há relacionamentos e relacionamentos. Mas como serão ou ocorrerão os relacionamentos tântricos ou à luz do tantra? É sempre bom lembrar que tantra é tudo o que é espontâneo e natural. Assim, tudo o que é forçado ou condicionado a ser desse ou daquele jeito para agradar esse (a) ou aquele (a) não é tantra. Há muitos ideais e ideologias por aí… Geralmente os relacionamentos, e principalmente os casamentos, seguem uma linha de conduta ditada pela cultura de uma determinada sociedade. Para nos relacionarmos tantricamente é necessário, então, nos despirmos das personas psicológicas para que possamos nos entregarmos para o relacionamento de forma autêntica.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real

Porém, primeiro é necessário aprendermos a viver sozinhos. Você precisa se amar por inteiro. Não adianta você amar somente a sua parte boa e detestar a sua parte ruim. Se amar de verdade é amar tanto os seus anjos quanto os seus demônios. Assim você será uma pessoa inteira que se bastará a si mesma, não dependerá do outro para ser inteiro ou feliz. Uma pessoa que se sente uma metade sempre procurará outra metade para ser completa. Isso gera dependência e todos os jogos de poder para se ter segurança de que aquela pessoa (sua metade) será sua para sempre. Esse é o amor apego baseado na posse, muito conhecido como amor romântico.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real
Tantras arcanos 10 A RODA DA FORTUNA e 6 DE ESPADAS

Mas… se você está num relacionamento e ainda não aprendeu a se amar primeiro, fique onde está para começar de onde está. Lembremos a máxima tântrica e zen: tudo o que é, é. Tudo o que está acontecendo agora é exatamente o que deveria acontecer. Vejamos, então, como você pode fazer o seu relacionamento se tornar tântrico! O tantra arcano 10 A RODA DA FORTUNA pode nos auxiliar a compreendermos melhor. A roda, no seu aro externo, representa as mudanças inevitáveis da Vida. No seu eixo interno representa o seu centro, a sua essência divina imutável. Assim, precisamos nos adaptarmos às mudanças externas sem perdermos a nossa essência jamais. Isso tanto na nossa vida individual quanto nos nossos relacionamentos íntimos, sexuais, amorosos.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real

Você precisa refletir profundamente: até que ponto, no seu relacionamento, você está se adaptando ou você está se violentando somente para agradar o outro. Ou, até que ponto, você está forçando o outro a se comportar de uma maneira que está violentando a sua própria natureza? O tantra arcano 6 DE ESPADAS mostra os relacionamentos idealizados. O tantra, nesta carta, diz: abandone os ideais de relacionamento (fórmulas prontas) e caia na real, construa a sua própria fórmula de relacionamento. Invista na intimidade com o outro. Mas, às vezes, você tem intimidade afetiva e amorosa com o parceiro (a), mas o mesmo não acontece no plano sexual. Assim, é justo que você tenha outra pessoa para realizar as suas necessidades sexuais.

Relacionamentos tântricos / o ideal e o real

Nós somos seres poligâmicos por natureza. A monogamia é uma imposição social. Temos que dar um jeito para transgredirmos estas regras sociais, morais e religiosas, para podermos seguir o nosso coração. A fidelidade é importante? Mas é claro, mas, antes de mais nada, você deve ser fiel com você mesmo (a). Como ser fiel com o outro se não se é fiel consigo mesmo? O seu parceiro (a) de relacionamento estável deve saber do seu outro relacionamento? Sim, se ele (a) estiver aberto (a) a esta sinceridade. Se não estiver aberto, não deve saber… Não estou aqui ditando regras, estou apenas apresentando alguns exemplos. Tudo é muito relativo, há tantas variáveis quanto relacionamentos.

O mais importante é você crescer como pessoa em todos os sentidos. E isso representa evolução de consciência. A pessoa em crescimento está sempre mudando externamente para manter-se cada vez mais fiel à sua verdadeira essência ou natureza. Assim, os relacionamentos em crescimento também estão sempre mudando, se adaptando aos novos estímulos da Vida. O mais importante é perceber se as mudanças que estão acontecendo provêm do seu eixo mais interno ou provêm de estímulos e modismos superficiais da sociedade à sua volta. Você pode mudar para ser cada vez mais você mesmo (a) ou você pode mudar apenas para corresponder a uma expectativa externa. No relacionamento deve haver um consenso entre adaptação de um ao outro. Tudo deve ser consensual para que não haja opressor (a) nem oprimido (a). Haverá dor? Sim, mas há muita diferença entre a dor do crescimento e a dor do sofrimento.

Joel Munhoz (Elóy)

No Sexo Tântrico O Homem Precisa Aprender Com A Mulher A Ser Água

A mulher é a grande iniciadora no tantra. O seu elemento correspondente é a Água enquanto o homem corresponde ao elemento Fogo. É por isso que no sexo profano comum o homem é muito afoito, logo quer penetrar e ejacular. A mulher precisa de mais tempo para ter a sua vagina lubrificada e pronta pra penetração. Por isso as carícias preliminares são tão importantes. E aí, homem varão macho alfa, tu estás preparado para ser um homem mais inteiro e mais verdadeiro? Porque fomos educados nesta cultura patriarcal a sermos o fodão e acabamos por não sermos fodão porra nenhuma. Você acha que ser fodão é meter numa vagina fria e seca e ejacular após no máximo 5 minutos de penetração? A mulher nem ficou pronta pro sexo e você já gozou. Aí ninguém pode ser feliz, nem você nem ela.

No sexo tântrico o homem precisa aprender com a mulher a ser água
A mulher por cima durante a penetração pode facilitar o arrefecimento do ímpeto masculino. Ela pode controlar os movimentos e fazer com que a relação seja mais duradoura e prazerosa, evitando inclusive a ejaculação precoce. É uma boa posição para o homem aprender a ser água. O mesmo vale para as relações gays masculinas com o homem passivo por cima.

O mesmo ocorre nos relacionamentos homoafetivos, predominantemente, é claro, entre os homens, já que as mulheres gays ou bissexuais se compreendem mutuamente. No relacionamento gay masculino o homem que penetra é o masculino e o homem que é penetrado é o feminino. Assim, o homem ativo é fogo e o homem passivo é água. Da mesma forma, nos relacionamentos gays femininos, a mulher ativa é fogo e a mulher passiva é água. O fogo é um elemento masculino, ativo, volátil, sua orientação é para cima. A água é um elemento feminino, passivo, denso, sua orientação é para baixo. No sexo comum o fogo não se mistura com a água. No sexo tântrico há uma mistura, uma alquimia porreta.

No sexo tântrico o homem precisa aprender com a mulher a ser água
Tantra arcano 11 A Força: a dama e o leão. A sutileza da força feminina. Ela domina a fera – tesão sexual – não com violência, mas com sutileza e principalmente compreensão, consciência.

O fogo está sempre pronto. A água demora um certo tempo para ser aquecida. O seu ponto de ebulição é de 100º centígrados ao nível do mar. A água tem o poder de arrefecer o ímpeto do fogo. Em demasia pode apagar o fogo, mas na dose certa é uma delícia. O homem que se deixa tocar pelos mistérios da água pode aprender coisas incríveis, delícias e mais delícias… Assim, o seu fogo se tornará positivo, servirá para aquecer a água até chegar no seu ponto de fervura. Nada mais frustrante e brochante do que o fogo para um lado e a água para o outro. Nada mais extasiante e excitante do que o fogo e a água se misturando numa dança erótica sagrada. Esta alquimia é o sexo tântrico. Somente assim o homem pode se aprofundar nos mistérios femininos (Shakti/Ísis) e a mulher nos mistérios masculinos (Shiva/Osíris)

Joel Munhoz (Elóy)