A Lua Nos Ajuda A Enxergarmos No Escuro

Quem tem medo da escuridão aí? Quanto mais agarrados aos condicionamentos, às opiniões, às crenças, aos deves e não deves (ao ego), mais medo temos da escuridão. Por que? Porque a escuridão é o desconhecido. Entrar na escuridão é entrar no desconhecido e só pode entrar no desconhecido quem conheceu a si mesmo, pelo menos a algum grau. A mente quer controlar tudo… pobre mente! Não consegue perceber que, por mais brilhante que seja, é apenas um grão de areia na existência. A Vida é muito mais sábia do que todas as mentes. O tantra arcano 18 A LUA é a noite negra da alma, o derradeiro portal de iniciação… sim, porque depois surge o sol.

A lua nos ajuda a enxergarmos no escuro

Momentos de muita confusão são vivenciados nesta dimensão da Lua. Se tentarmos sair dela, ficaremos ainda mais confusos e, para não enlouquecermos nem entrarmos em pânico, nos agarraremos à primeira tábua de salvação que passar por nós. Se assim procedermos estaremos abortando um magnífico aprendizado, estaremos desperdiçando uma oportunidade de deixarmos o passado para trás. É um momento muito rico para nos livrarmos do velho ego, se não totalmente, pelo menos um pouco mais… Assim, aproveita a escuridão e te joga nela. Vai devagarinho, se acostumando aos poucos… Faz da confusão a tua aliada que ela te mostrará os seus mistérios.

A lua nos ajuda a enxergarmos no escuro
Tantra arcano 18 A Lua, a visão interior

A confusão tem o poder de desmontar os nossos condicionamentos. Que maravilha, né… se livrar dos condicionamentos, respirar livremente o ar puro da vida pura… A confusão tem o seu próprio tempo. Te permite ficar confuso (a) o tempo que for necessário! Tu sairás naturalmente da confusão no momento em que ela terminar o seu trabalho de te tornar mais puro (a). Ao passarmos pela noite negra da alma da confusão, podemos ampliar nossa consciência cósmica – o que somos de verdade – e a nossa percepção extra sensorial. Mergulhando no escuro somos obrigados a abrir o olho de Shiva, a terceira visão, e ressuscitar os nossos dons adormecidos. Afinal, é no ventre escuro da mãe Natureza que podemos nos recriar e virmos à luz de uma maneira totalmente renovada.

Joel Munhoz (Olói)

Sexo Tântrico Não É Receita De Bolo, É Um Caminho Único

O que é sexo tântrico, afinal? É uma receita de bolo, uma fórmula mágica, que basta decorar e sair aplicando por aí? Precisa ter um (a) parceiro (a) assim ou assado… iluminadão (ona), shivão, shivona, shaktiona, shaktião…!!? Não sei não, aliás… eu sei um pouco. São 30 anos de estrada no caminho do autoconhecimento tântrico, tenho muito o que aprender ainda, mas aquele pouco que sei, através da experiência em atendimentos aos meus clientes, e na minha própria prática pessoal, gostaria de compartilhar contigo. Não sou dono da verdade, mas posso compartilhar a verdade que a minha consciência conseguiu abarcar até agora.

Sexo tântrico não é receita de bolo, é um caminho único

Recomendo os livros “Tantra, o Culto da Feminilidade” de André van Lysebeth, e o Livro dos Segredos (5 volumes), que é o Vigyan Bhairav Tantra comentado pelo Osho. Tem muito conteúdo nestes livros – são meus livros de cabeceira – que tu já podes começar a aplicar na tua vida. Em primeiro lugar, tantra não é fórmula mágica que serve para todos, tipo autoajuda… Tantra é prática, é técnica, é o aqui e agora a todo momento… Tantra é um caminho de autoconhecimento que te ajuda a descobrir o teu próprio caminho. Cada um de nós é um ser único expressando as glórias do universo. Em segundo lugar não precisa ter um ideal de parceiro (a). Se tiver, é claro que o (a) parceiro (a) precisa também estar praticando o tantra. Se não tiver parceiro (a), começa praticando contigo mesmo (a), é ótimo descobrirmos a nós mesmos para depois descobrirmos o outro, pelo menos a algum grau de descoberta…

Sexo tântrico não é receita de bolo, é um caminho único
Jogo na mandala astrocabalística tarotântrica explicando o sexo tântrico. Consta no vídeo abaixo do texto.

Nossa mente funciona nas polaridades. Uma é o profano e outra é o sagrado. Em outras palavras, a mente oscila entre a putaria e a santidade. Mas o conceito de sagrado ou de santo, da mente, não tem nada a ver com o sagrado de fato. O tantra é a transcendência da mente, do ego. É necessário vivermos as polaridades com totalidade para podermos transcender, pois somente vivendo a dualidade – as polaridades – por igual, podemos neutralizá-las e, assim, nos libertarmos delas. Lembremos que luz espiritual não é ausência de sombra, é o equilíbrio entre a luz e a sombra. Dá uma olhada no vídeo que tu poderás compreender melhor. Gratidão, namastê!

Joel Munhoz (Olói)