Me Rendo À Vida Que Pulsa Em Mim E Em Tudo O Que Há

Tarô tântrico eu me rendo. Já usei todas as possibilidades da minha mente/ego e só me enredei mais na rede armadilha do meu passado assaltando o presente.
Eu me rendo. Já usei todo o meu repertório de superação e de tentar controlar e dominar as situações.
Eu me rendo. Aprendi numa certa organização que o domínio da vida é possível.
Eu me rendo. Querer dominar a vida é loucura. Quem sou eu, um grão de areia, uma poeira das estrelas, para querer dominar a vida?
Eu me rendo. O poder e a sabedoria da vida são infinitos e incomensuráveis. Eu sou a vida. A vida está fora, mas também está dentro de mim.

Tarô tântrico eu me rendo à minha consciência

Tarô tântrico eu me rendo quem sou eu para querer dominar a vidaDescobri que lutar contra as minhas fraquezas é lutar contra eu mesmo.
Eu me rendo. Todo o meu passado, com os meus erros e os meus acertos, foi perfeito.
Eu me rendo. Desisti de me culpar pelo meu passado, até porque o passado não se pode mudar.
Eu me rendo. A vida sempre me apresenta mil e uma possibilidades e oportunidades. Escolho uma delas de acordo com o meu grau de consciência. Não são as situações externas que precisam mudar. Eu preciso me render à minha consciência para que ela se expanda cada vez mais.

Tarô tântrico eu me rendo aceito a imperfeição como perfeita

Ao invés de repudiar o meu passado decidi usá-lo com criatividade.
Eu me rendo. Tudo o que eu fiz antes me trouxe à situação em que me encontro hoje.
Eu me rendo. A situação em que me encontro hoje pode não ser a perfeita nem a ideal aos olhos da minha mente/ego. Mas é a situação perfeita aos olhos da minha alma.
Eu me rendo. Tudo é perfeito, mesmo o que consideramos imperfeito. Quando aceito a imperfeição como perfeita ela pode crescer para um grau de perfeição cada vez maior.

Tarô tântrico eu me rendo à minha essência divina

Tarô tântrico eu me rendo quem sou eu para querer dominar a vidaNão desejo mais ser bom nem ser aceito, admirado ou amado pelos outros. Decidi ser eu mesmo com todos os riscos envolvidos. Apenas sendo eu mesmo posso crescer de verdade.
Eu me rendo. Não sou uma ilha. Faço parte de todo o oceano. Faço parte do Todo. Não tenho mais objetivos pessoais. Meu objetivo é o objetivo do Todo.
Eu me rendo. Me rendo à Vida que pulsa em mim e em tudo o que há. Me rendo a mim mesmo, ao meu Ser mais profundo, à minha essência divina, àquilo que eu sou de verdade.
Render-se à Existência é o mais completo relaxamento e a suprema meditação. O tantra arcano que melhor exprime isso é o 12 O PENDURADO.

Joel Munhoz Tarô Tântrico

(Elóy)

 

Equilíbrio Natural Cósmico E Equilíbrio Idealizado Pela Mente

Quando teu equilíbrio é estraçalhado. 8 de Espadas é barra. Barra pesada. Quem nunca sentiu um 8 de Espadas nos cornos não sabe do que estou falando… Mas, pensando bem, quem é que já não passou pela provação do 8 de Espadas? Quem nunca sentiu a sua mão pesada? Todos nós, mais cedo ou mais tarde nas nossas vidas, passaremos pelo fogo, ou melhor, pela espada do 8 de Espadas. Ele atinge diretamente o teu equilíbrio ou senso de equilíbrio. Na grande maioria das vezes o equilíbrio que buscamos não é de fato o equilíbrio verdadeiro e natural (cósmico, universal), e sim um equilíbrio idealizado pela mente. Pois é esse equilíbrio idealizado pela mente que o 8 de Espadas atinge em cheio.

Somente recuperamos o equilíbrio natural e cósmico quando o equilíbrio ditado pela mente/ego é estraçalhado. É por isso que nesses momentos nos sentimos estranhos. Somos assaltados por sentimentos dos mais variados. Lembramos de fatos e pessoas que julgávamos totalmente esquecidos no passado. Melancolia, tristeza, nostalgia, frustração por ter feito errado ou por não ter feito o que deveria ser feito… Tudo isso vem como uma avalanche. Somos chacoalhados de todas as formas. Mas o interessante é que não ficamos para baixo com tudo isso, com todos esses sentimentos “negativos”. Apesar do medo que faz vibrar cada fibra do nosso ser, nos sentimos mais vivos, mais conscientes.

Quando teu equilíbrio é estraçalhado controle falso deve ser perdido aproveite o processo de transformação

Quando teu equilíbrio é estraçalhado 8 de espadas no centro O LoucoO nosso convívio social também se torna delicado. Nos decepcionamos mais com as pessoas do nosso círculo familiar, de amizade… A atividade profissional fica sem graça. A noção do tempo começa a se modificar. Nos sentimos mais confusos , mais inseguros, mais desgarrados, mais perdidos no espaço, mais líquidos… Os valores sociais, religiosos, morais, culturais, que tínhamos como referência começam a desmoronar. Ao mesmo tempo em que sentimos medo uma estranha coragem também está presente. Somos capazes de enfrentar o mundo inteiro para defender a nossa verdade.

É importante estarmos cientes de tudo isso para não sabotarmos o processo de libertação, de transformação. Almejamos tanto por essa transformação, mas a mente/ego é tão ardilosa que pode sabotar o processo. Ela poderá sussurrar para você: você está doente, você está correndo perigo, você pode ficar louco, você precisa retomar novamente o controle da sua vida. Acontece que esse controle falso (porque controla você) é que deve ser perdido, estraçalhado. Então deixe fluir… Aproveite o processo de transformação. Flua nele. Tenha medo e vá em frente, como diz Roberto Shinyashiki. Se permita sentir o que está vindo… E permaneça alerta, apenas observando. Não interfira. Apenas observe de fora. O processo todo está acontecendo, mas você (a testemunha, sua consciência) apenas observa. Lentamente você será jogado para o seu centro (sefira do tantra arcano 21 O Louco – elemento Fogo). No centro do seu ser você estará no centro do universo e, então, tudo será novo na sua vida.

Joel Munhoz Tarô Tântrico

(Elóy)

O Corpo Humano Foi Na Atlântida A Base Para A Cultura

O artigo anterior foi o primeiro sobre o aspecto ÁS DE OUROS EM VIRGEM. Este, portanto, é o segundo. Há que se ler o primeiro para se compreender este. Ficou algo no ar sobre a Atlântida. Diz o Ás de Ouros que nasceu na Atlântida. Sim, neste continente perdido cuja última porção de terra submergiu sob forte cataclismo há aproximadamente 12.000 anos, existiu uma civilização super avançada, não só em termos materiais, tecnológicos, como também sob o ponto de vista espiritual. Minha intenção aqui não é provar que existiu essa civilização. Não vou, portanto, citar obras nem autores, apenas Platão, nos seus diálogos Timeu e Crítias onde descreve o continente da Atlântida situada, por ele, próxima às colunas de Hércules (estreito de Gibraltar). Para mim, a Atlântida realmente existiu. O tarô e o tantra surgiram pela primeira vez na Atlântida; criados ali ou trazidos de outro planeta. Os governantes de Atlântida e muitos dos seus habitantes eram extraterrestres. Havia, naquela época, muitos sábios iluminados (cientistas e místicos) que conheciam a fundo o universo exterior assim como o universo interior.

O tarô é um mapa do universo. O ser humano é um universo em miniatura. O tarô, portanto, é um mapa do macro universo e do micro universo (homem). Descreve em minúcias toda a sua multi diversidade de energias. Vivenciar o tarô é tantra. Os atlantes praticavam com muita proficiência a máxima hermética atribuída a Hermes Trismegistus: “assim como em cima é embaixo.” Em cima é o macro universo físico e metafísico. Embaixo é o micro universo (homem) físico e metafísico. O corpo humano, portanto, foi a base para qualquer cultura. Foi na Atlântida e posteriormente na civilização drávida de aproximadamente 5.000 anos atrás no vale do Indo no noroeste da Índia. Hoje em dia, a maioria das culturas existentes é contra o corpo. Dessa forma, o corpo sofre nas mãos da mente. O corpo está sempre a cabresto da mente. Ora, se o corpo físico do ser humano é um micro universo é claro que precisa ser respeitado nas suas necessidades básicas. Somos mais do que um corpo físico biológico? Sim, é claro que somos, mas o corpo é a nossa base animal sobre a qual nos apoiamos para levarmos a cabo a nossa missão terrena. Sem ele, nada seria possível. Sem ele não estaríamos encarnados ou reencarnados. Não estaria eu escrevendo aqui nem você lendo aí. Nenhum filósofo, cientista, artista ou místico seria possível se não tivesse um corpo físico.

A Atlântida realmente existiu Ás de Ouros momento de renascimento

A Atlântida realmente existiu o tarô e o tantra surgiram na Atlântida

Um Einstein precisou dum corpo. Um Jesus precisou dum corpo. Um Buda precisou dum corpo. Um Leonardo da Vinci precisou dum corpo. Uma Simone de Beuvoir precisou dum corpo. Todos nós precisamos dum corpo para levarmos a cabo a nossa missão terrena, para realizarmos os nossos sonhos, para realizarmos o nosso potencial. E, no entanto, a cultura sempre está contra o corpo; a sociedade sempre está contra o corpo. O corpo está sempre subordinado às regras morais e sociais. As religiões organizadas foram criadas para sufocarem o corpo. O corpo é natureza pura. É por isso que a natureza está sendo eliminada do planeta. Na base disso estão as religiões criadas pelo homem. O homem inventou um deus para dizer que foi ele quem inventou as religiões. Mas nenhum deus inventou religião alguma. Afora as religiões espontâneas ligadas aos ciclos da natureza, da Mãe Terra, todas as outras religiões organizadas são fruto da mente humana, justamente para dominar outras mentes humanas que, dominadas e subjugadas, acabam por subjugar os seus próprios corpos. ÁS DE OUROS é ouros, é terra, é físico, é corpo. Ah, e também é dinheiro. No signo de Virgem ele fica reforçado em todos esses aspectos.

Se possuímos uma limitação física por doença ou acidente a vida fica mais difícil. Se possuímos limitações financeiras a vida fica mais difícil. Porém, cada pessoa traz o seu karma e ele (o karma) marca o corpo a ferro e fogo. Isso não quer dizer que devamos ficar sujeitos ao karma e sim fazer dele um aliado para a nossa evolução espiritual. Temos vários exemplos de pessoas que são deficientes físicos de nascença ou que se tornaram devido a acidentes que, ao invés de agirem como derrotados em depressão, dão a volta por cima e fazem do limão uma limonada. É claro que devemos levar em conta o tempo particular de cada um para se vivenciar a dor, se elaborar a dor. Esse tempo de elaboração da dor é importantíssimo e cada um deve ser respeitado no seu ritmo particular. ÁS DE OUROS é Um, é nascimento, é recomeçar. Não importa o momento que você está vivendo, se mais penoso ou mais bem aventurado. O momento sempre é de recomeço, de nascimento e renascimento. Não importa a sua idade cronológica, o que importa é a sua consciência de que tudo é novo a cada inspiração. Expiremos a velha vida e inspiremos a nova vida. A cada inspiração visualizemos o ÁS DE OUROS entrando com o ar inspirado e indo até às profundezas do ventre. É aí no ventre que ele se tornará semente e poderá se transformar numa fonte inesgotável de criatividade. Falarei mais sobre o ventre e os intestinos no próximo post. Até lá!

Joel Munhoz Tarô Tântrico