É Necessário Ver O Corpo Com Olhos Que Enxerguem Mais Fundo

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo. Rainha de Ouros na sephira 10 (morada do tantra arcano 2 A Sacerdotisa). Você está sozinho no mundo? Ou melhor, você se sente sozinho no mundo? Sozinho no sentido de que suas ideias, sua forma de pensar, sentir, perceber a vida são muito diferentes da maioria. De repente você percebe que não tem como trocar figurinhas com as pessoas. Assim, você passa a se relacionar de forma superficial, não tem como ser diferente. Mas, paralelo a isso, você está tendo um relacionamento cada vez mais profundo consigo mesmo. Sacou por que é relacionamento profundo? Porque a sephira 10 é o fundamento da árvore, são as suas raízes. No corpo humano é análoga aos pés e ao chakra básico, raiz (muladhara) – períneo, ânus, genitais. Vá para as tuas profundezas.

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo corpo físico reino da Rainha de Ouros

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo observação sexualidadeQuando as coisas estão difíceis no plano externo, material, físico, isso não é motivo para fuga, para se afundar nas drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. É um ótimo momento para se aprofundar em você mesmo. É um presente que o Divino está dando a você. Não lamente o fato dos relacionamentos não estarem fluindo, sejam eles amorosos, familiares, de amizade, de trabalho, sociais… Quando há dificuldade na superfície é o momento de mergulharmos, de irmos mais fundo em nós mesmos. E o que você tem de mais concreto, mais próximo de você mesmo para aprofundar? O corpo físico. Esse é o reino da Rainha de Ouros.

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo é necessário ir além do filtro da mente

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo observação sexualidadeEla dança, sapateia, transa, vive e se esbalda no mundo sensorial. Sensações físicas. É esse o reino onde você deve aprofundar primeiro a sua percepção, a sua consciência. É necessário agora enxergar o corpo por dentro. Normalmente estamos habituados a ver o corpo somente por fora, e ainda sob um padrão preestabelecido pela cultura. É necessário ver o corpo por fora com olhos que enxerguem mais fundo. É necessário ir além do filtro da mente para enxergar o corpo como ele é de verdade. Autoconhecer-se é deixar de lado todo o conhecimento exterior. Esse é um ensinamento básico do tantra arcano 2 A Sacerdotisa.

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo você precisa começar pelo ordinário

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo observação sexualidadeSe queres entrar no santuário dos mistérios da Grande Mãe, ó neófito, é necessário que estejas nu de todo e qualquer conhecimento. O conhecimento é bom apenas para te levar à porta do santuário. Mas deves abandoná-lo se quiseres entrar no santuário, no sanctum sanctorum onde vibra a tua essência divina. Para aprofundar no extraordinário você precisa começar pelo ordinário. E não tem nada mais ordinário do que o sexo. Pelo menos é nesse patamar que a cultura patriarcal de influência judaico cristã colocou o sexo. Tudo bem, comece pelo sexo. Lembre-se, para isso você precisará deixar a mente julgadora, repressora e castradora de lado. E como se faz isso? Lutando contra a mente? Não, absolutamente.

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo aprenda a observar a sexualidade

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Tantra arcano Rainha de Ouros rege a sensorialidade, a sensualidade, o estar à vontade com o corpo físico

Lutar contra a mente é deixá-la mais forte. Apenas aprenda a observar a sexualidade em vez de analisar ou julgar. Diz Krishnamurti que a observação é o pico da inteligência humana. Sempre quando se der conta de que está julgando ou analisando a si mesmo devido às suas sensações ou preferências sexuais, substitua o julgamento – com os seus subprodutos de culpa – pela observação imparcial, neutra. Aos poucos… Veja bem, é aos poucos… Não se imponha objetivos grandiosos que você não poderá alcançar, fato esse que gerará apenas frustração. Vá devagar, valorize cada progresso por mais ínfimo que seja.

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo fantasias desta ou daquela orientação

Tarô tântrico relacionamento consigo mesmo é permitir-se sentir e, ao mesmo tempo, olhar-se com olhos de pesquisador. Quanto tiver sensações sexuais, quando o tesão estiver vindo carregado de fantasias seja desta ou daquela orientação sexual, deixe que venha, não aborte o processo. Apenas observe. Das sensações sexuais que estou tendo, o que de fato corresponde à minha verdadeira natureza e o que de fato é influência da cultura, da religião, da moral (mente/ego), etc.? Vamos ficar por aqui. No próximo post expandirei essa reflexão. Não perca porque o assunto é bom pra caralho!

Joel Munhoz Tarô Tântrico

(Elóy)

O Corpo Humano Foi Na Atlântida A Base Para A Cultura

O artigo anterior foi o primeiro sobre o aspecto ÁS DE OUROS EM VIRGEM. Este, portanto, é o segundo. Há que se ler o primeiro para se compreender este. Ficou algo no ar sobre a Atlântida. Diz o Ás de Ouros que nasceu na Atlântida. Sim, neste continente perdido cuja última porção de terra submergiu sob forte cataclismo há aproximadamente 12.000 anos, existiu uma civilização super avançada, não só em termos materiais, tecnológicos, como também sob o ponto de vista espiritual. Minha intenção aqui não é provar que existiu essa civilização. Não vou, portanto, citar obras nem autores, apenas Platão, nos seus diálogos Timeu e Crítias onde descreve o continente da Atlântida situada, por ele, próxima às colunas de Hércules (estreito de Gibraltar). Para mim, a Atlântida realmente existiu. O tarô e o tantra surgiram pela primeira vez na Atlântida; criados ali ou trazidos de outro planeta. Os governantes de Atlântida e muitos dos seus habitantes eram extraterrestres. Havia, naquela época, muitos sábios iluminados (cientistas e místicos) que conheciam a fundo o universo exterior assim como o universo interior.

O tarô é um mapa do universo. O ser humano é um universo em miniatura. O tarô, portanto, é um mapa do macro universo e do micro universo (homem). Descreve em minúcias toda a sua multi diversidade de energias. Vivenciar o tarô é tantra. Os atlantes praticavam com muita proficiência a máxima hermética atribuída a Hermes Trismegistus: “assim como em cima é embaixo.” Em cima é o macro universo físico e metafísico. Embaixo é o micro universo (homem) físico e metafísico. O corpo humano, portanto, foi a base para qualquer cultura. Foi na Atlântida e posteriormente na civilização drávida de aproximadamente 5.000 anos atrás no vale do Indo no noroeste da Índia. Hoje em dia, a maioria das culturas existentes é contra o corpo. Dessa forma, o corpo sofre nas mãos da mente. O corpo está sempre a cabresto da mente. Ora, se o corpo físico do ser humano é um micro universo é claro que precisa ser respeitado nas suas necessidades básicas. Somos mais do que um corpo físico biológico? Sim, é claro que somos, mas o corpo é a nossa base animal sobre a qual nos apoiamos para levarmos a cabo a nossa missão terrena. Sem ele, nada seria possível. Sem ele não estaríamos encarnados ou reencarnados. Não estaria eu escrevendo aqui nem você lendo aí. Nenhum filósofo, cientista, artista ou místico seria possível se não tivesse um corpo físico.

A Atlântida realmente existiu Ás de Ouros momento de renascimento

A Atlântida realmente existiu o tarô e o tantra surgiram na Atlântida

Um Einstein precisou dum corpo. Um Jesus precisou dum corpo. Um Buda precisou dum corpo. Um Leonardo da Vinci precisou dum corpo. Uma Simone de Beuvoir precisou dum corpo. Todos nós precisamos dum corpo para levarmos a cabo a nossa missão terrena, para realizarmos os nossos sonhos, para realizarmos o nosso potencial. E, no entanto, a cultura sempre está contra o corpo; a sociedade sempre está contra o corpo. O corpo está sempre subordinado às regras morais e sociais. As religiões organizadas foram criadas para sufocarem o corpo. O corpo é natureza pura. É por isso que a natureza está sendo eliminada do planeta. Na base disso estão as religiões criadas pelo homem. O homem inventou um deus para dizer que foi ele quem inventou as religiões. Mas nenhum deus inventou religião alguma. Afora as religiões espontâneas ligadas aos ciclos da natureza, da Mãe Terra, todas as outras religiões organizadas são fruto da mente humana, justamente para dominar outras mentes humanas que, dominadas e subjugadas, acabam por subjugar os seus próprios corpos. ÁS DE OUROS é ouros, é terra, é físico, é corpo. Ah, e também é dinheiro. No signo de Virgem ele fica reforçado em todos esses aspectos.

Se possuímos uma limitação física por doença ou acidente a vida fica mais difícil. Se possuímos limitações financeiras a vida fica mais difícil. Porém, cada pessoa traz o seu karma e ele (o karma) marca o corpo a ferro e fogo. Isso não quer dizer que devamos ficar sujeitos ao karma e sim fazer dele um aliado para a nossa evolução espiritual. Temos vários exemplos de pessoas que são deficientes físicos de nascença ou que se tornaram devido a acidentes que, ao invés de agirem como derrotados em depressão, dão a volta por cima e fazem do limão uma limonada. É claro que devemos levar em conta o tempo particular de cada um para se vivenciar a dor, se elaborar a dor. Esse tempo de elaboração da dor é importantíssimo e cada um deve ser respeitado no seu ritmo particular. ÁS DE OUROS é Um, é nascimento, é recomeçar. Não importa o momento que você está vivendo, se mais penoso ou mais bem aventurado. O momento sempre é de recomeço, de nascimento e renascimento. Não importa a sua idade cronológica, o que importa é a sua consciência de que tudo é novo a cada inspiração. Expiremos a velha vida e inspiremos a nova vida. A cada inspiração visualizemos o ÁS DE OUROS entrando com o ar inspirado e indo até às profundezas do ventre. É aí no ventre que ele se tornará semente e poderá se transformar numa fonte inesgotável de criatividade. Falarei mais sobre o ventre e os intestinos no próximo post. Até lá!

Joel Munhoz Tarô Tântrico